9º Simulado ENEM 2022 | Extra - O medo como ferramenta de controle social
Enviada em 02/07/2022
O medo é um recurso utilizado para impor ordem e condicionamento dentro de uma sociedade. No entanto, suas aplicações na vida das pessoas podem acarretar em diversas inseguranças e uma constante instabilidade político-social na comunidade. Urge, portanto, a necessidade de reconstruir práticas de controle social que não tornem a sociedade um ambiente tenso e propício a impropriedade na vida das pessoas.
A princípio, é notória a tensão que o medo gera na sociedade quando utilizado para controle social. Nesse sentido, o Período do Terror durante a Revolução Francesa exemplifica tal fato, pois o governo francês condenava os “traidores” das normas sociais à guilhotina, controlando a sociedade através do medo. Por esse viés, infere-se as consequências provocadas pelo medo: a grande aflição social, homogeneização dos padrões de conduta, imposição de valores e inflexibilidade na sociedade. Como prova, as ditaduras demonstram um sistema político que pune pessoas desvirtuadas do pensamento do Estado, causando medo na população. Por isso, utilizar-se do temor como veículo de controle motiva tensão social.
Outrossim, é evidente que o medo como prática de moderamento leva a uma vida sem sentido para as pessoas. Acerca disso, o filósofo Martin Heidegger cita o medo como alienador na vida das pessoas, devido ao fato de deixarmos que os outros e as circunstâncias o atribuam. Em face disso, é primordial um embate contra esses sistemas alienadores, uma vez que quando nos tornamos passivos nos processos de atuação viveremos em constante medo e controle unilateral. Logo, enfrentar o medo inserido como controle social é essencial para evitar uma vida alienada e sem sentido substancial.
Portanto, é urgente uma ação que busque outras ferramentas como controle social, não apenas o medo. Para tanto, o Estado, órgão político e administrativo, deve encontrar alternativas mais eficientes para conduzir a população à ordem, por meio de comparações políticas e análises criteriosas a fim de encontrar um sistema de controle eficaz e salutar para a população. Ademais, os próprios cidadãos devem lutar contra ações alienadoras de conduta, por intermédio de posturas sociais corporativas, com intuito de impor sentido às suas vidas.