9º Simulado ENEM 2022 | Extra - O medo como ferramenta de controle social

Enviada em 01/09/2022

“O Grande Irmão está te observando”, lema repetido diversas vezes na obra “1984” de George Orwell, na qual o cotidiano de um trabalhador que vive em um regime totalitário é retratado, o mesmo é constantemente vigiado pelo Ministério do Amor, responsável pela espionagem e controle da população na distopia. De maneira análoga ao livro, regimes totalitários também fazem uso de exércitos e do próprio medo para controlarem seus cidadãos, fazendo-se assim, necessária a análise de fatores históricos e culturais que tornam o medo uma poderosa ferramenta de controle social.

Primordialmente, a história do mundo já presenciou diversas ditaduras em diferentes países e epócas, entretando, todas partem de uma ideia em comum: o controle. O facismo italiano e o nazismo alemão deixaram uma marca sangrenta na história, especialmente pelo excesso de violência e perseguições, o medo imposto por ambos os governos fez com que milhares de pessoas fossem presas, caçadas e mortas durante a primeira metade do século XX.

Em segunda análise, é importante ressaltar como o medo é um instinto natural, tal como no mito da caverna, do filósofo grego Platão, os prisioneiros da caverna se contentam com o lado escuro, já que não conhecem o lado da luz, e o medo de deixar sua zona de conforto é maior do que a curiosidade. O mesmo acontece na trilogia “Jogos Vorazes”, de Suzanne Collins, no qual os cidadãos estão satisfeitos com a miséria, e o medo de enfrentar o governo e obter mudanças é muito maior do que a vontade de ter uma vida melhor.

Em síntese, cabe ao Ministério da Educação e da Cidadania implementar workshops, eventos e aulas em escolas e centros de eventos que reforçem a importância de conhecer e entender o passado, para evitar os mesmo erros no futuro. Ademais, também cabe ao Estado disponibilizar um pscicólogo em escolas, para que desde cedo os jovens entendam o que é o medo, e que aprendam a lidar com esse sentimento de forma saudável, fortificando o conceito de que ele não pode ser usado como ferramenta de controle ou como silenciador de opiniões contrárias. Desse modo, a utopia de uma vida em uma sociedade tolerável e empática fica cada vez mais perto de se tornar realidade.