9º Simulado ENEM 2022 | Extra - O medo como ferramenta de controle social
Enviada em 17/03/2023
O livro “Sapiens”, de Yuval Harari, é um condensado da cronologia humana, do surgimento do primeiro homem até hoje. Nessa jornada, os seres humanos descobriram que o controle de massas pode ser adquirido por meio de mitos e ilusões. Sob essa ótica, é necessária a relação entre o medo, como ferramenta de controle social, e a atualidade. É importante apontar, diante disso, que o controle pelo amedrontamento provoca não só a desinformação generalizada, mas também o controle de massas fragilizadas.
Em primeiro lugar, é válido explicitar o papel das chamadas “fake news” na propagação do medo. Nas ultimas eleições presidenciais brasileiras de 2022, esse modus operandi, de mentiras como controle, foi amplamente utilizado para converter o medo em voto. Ademais, chegando a necessidade de se tornar pauta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as fake news se tornaram uma das principais ameaças ao bem estar da nação brasileira no decorrer das campanhas. Assim, como a desinformação gera o medo e vice-versa, há prioridade na reversão desse problema.
Outrossim, uma vez tomadas pelo pavor, massas aterrorizadas tornam-se alvos fáceis de controle. Gerge Orwell, em seu escrito “1984”, explora bem essa ideia. Em um futuro distópico, populações inteiras são reféns de mentiras estatais, produzidas para criar o controle definitivo e permanente do povo, transformando o terror em um bem comum que deve ser alimentado todos os dias. Partindo deste contexto, atualmente é oportuno traçar um paralelo com as mentiras que alimentam intolerância religiosa, LGBTfobia, racismo e diversas outras agressões. Logo, há a evidência que massas fragilizadas são fácilmente corruptíveis.
Portanto, medidas devem ser traçadas para reverter os problemas supracita-dos. Podendo se tornar um ator nessa mudança, o Governo Federal - com suas ferramentas de alcance nacional - tem a capacidade de planejar, juntamente ao Ministério da Justiça, leis de combate à desinformação, sobretudo nos meios digitais. Propondo além de leis, campanhas conscientizadoras e institutos de supervisão contra fake news - como alguns jornais já realizam - podem ser adotados. Só assim, teremos uma sociedade mais segura e autoconsciente.