A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos
Enviada em 21/10/2025
O movimento artístico-cultural “Tropicália”, iniciado na década de 1960, retrata o potencial da arte como mecanismo de socialização e de promoção dos direitos hu-
manos. Sob tal ótica, é fato que essa noção da cultura apresentada pelos tropicalis-tas ainda não é plenamente contemplada no país, posto que as disparidades regio-
nais dificultam o acesso à prática artística. Logo, a partir desse contexto, é crucial discutir a ação dessa ferramenta social, uma vez que a construção da mentalidade alinhada à inclusão e à cidadania podem ampliar esse quadro subversivo.
Diante do exposto, é importante destacar que as expressões artísticas favorecem a difusão de valores e hábitos inclusivos, mediante a interação social. Nesse senti-
do, devido à falta de ações efetivas relativas à arte, nota-se que as vias de comuni-
cação entre indivíduos não são alcançadas de modo integral. Em meio a isso, em virtude da carência de narrativas diversas, percebe-se a propagação de concepções deturpadas referentes aos grupos, as quais interferem nas experiências sensíveis.
Essa visão é retratada pelo livro “O perigo da história única”, da autora Chimmanda Ngozie, a qual ilustra os efeitos resultantes da ausência de figuras minoritárias nas vivências artísticas. Dessa forma, urgem meios condizentes à inclusão nas obras.
Outrossim, é válido ressaltar que a ferramenta artística incentiva a participação ci-
dadã na defesa de garantias. Nesse aspecto, em virtude da pluralidade de temas, essas manifestações estimulam a formação do pensamento crítico dos cidadãos, além de possibilitar a reivindicação de mudanças sociais. Ademais, essas represen-
tações asseguram a afirmação de identidades aliada aos ideais da democracia. Esse panorama é observado pela matéria da Revista Nau Social acerca da relevância da arte na proteção de normas democráticas. Desse modo, é essencial viabilizar essa mobilização cultural como agente de transformação.
Portanto, entende-se que medidas são urgentes para minimizar a situação atual.
Para isso, cabe ao Ministério da Educação, na função de instruir sobre conceitos, junto ao Ministério da Cultura, implantar projetos quanto à função da arte nas vi-
vências sociais e na garantia de direitos, por intermédio de atividades nas escolas, como debates, a fim de romper ideias distorcidas e de instigar o envolvimento do
povo. Assim, será possível a concretização do potencial descrito pelos artistas.