A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos

Enviada em 04/03/2023

O filme “Hotel Ruanda”, de Terry George, é uma pérola da sétima arte que serve como um alerta para que a humanidade jamais se deixe levar por discursos de ódio. Nesse sentido, ao assisti-lo, o espectador vislumbra o poder avassalador da cartase, pois, se Aristóteles destacava o poder transformador da arte, é impossível não se inquietar,como cidadão do mundo, após assistir esse filme. Assim, defende-se que a arte é instrumento poderoso não só para promover os direitos humanos, como também para desencadear sua socialização, defendendo-se o direito do outro em expressar seu ser, sem que sofra violências ou arbitrariedades.

Nesse sentido, deve-se lembrar que da indignação com o massacre realizado por Franco, Picasso produziu de suas mais célebres obras: Guernica. Isto posto, vê-se que Terry George também realizou uma obra-prima ao realizar seu filme. Nessa obra cinematográfica, mostrou a milhares de expectadores os chocantes fatos do genocídio ocorrido em Ruanda em 1994. A importância da película transcende a ficção, já que foi por meio da narrativa que milhares de pessoas em todo o mundo tomaram conhecimento da barbárie ocorrida naquele distante país africano.

Outrossim, não só “Guernica” mas também “Hotel Ruanda” são instrumentos vivos da promoção dos direitos humanos. Logo, são verdadeiros estandartes levantados em prol da luta por uma sociedade em que os direitos sejam levados a sério. Em vista disso, ambas são ações contundentes em prol de uma socialização na prática, porquanto, como afirma o artigo 3º da “Declaração Universal dos Direitos Humanos”: “todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”. Contudo, tais direitos foram massacrados nos dois eventos trágicos.

Portanto, urge que a escola crie cursos obrigatórios de direitos humanos. Para isso, devem ser contratados professores dessa matéria em todos os colégios do país. Paralelamente, será ministrada, na TV pública e nas mídias sociais, campanhas nacionais de preservação dos direitos humanos. No âmbito do ensino médio, será obrigatória a criação de cursos de história e de artes. Desse modo, espera-se que, com educação, as futuras gerações compreendam como a arte pode ser uma expressão do garantismo e da criatividada, evitando-se novos hoteis ruandas e guarnicas.