A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos

Enviada em 10/03/2023

A cidadania, de acordo com o sociólogo Thomas Marshall, é a conquista de direitos civis, políticos e sociais, se enquadrando desta maneira, o direito à arte. Sendo assim, essa manifestação oferecerá para a sociedade o acesso e a participação artística, desde uma feira cultural até uma fina galeria de arte. Sob esse prisma, o direito à arte pode trazer uma maior visibilidade aos problemas “comuns” que acontecem diariamente, como também a promoção do ser humano na sociedade. Dessa forma, de que maneira essas situações acontecem a cada dia?

Em primeira análise, a ação da arte vem sendo cada vez mais necessária, para expor situações cotidianas e complexas de uma maneira mais cristalina; um ótimo exemplo disso é o documentário brasileiro chamado “Nunca me Sonharam”, que aborda a realidade do Ensino Médio nas escolas públicas do Brasil, mostrando como é dessemelhante os tipos de ensino no país, porém apresentando a educação como um dos direitos básicos do ser humano, tal como diz um trecho do documentário: “A educação muda as pessoas, e as pessoas mudam o mundo”.

É igualmente fundamental a promoção do ser humano na sociedade em relação à cultura; como diria o filósofo Aristóteles: “O homem é um animal social”. Um caso concreto dessa conjuntura, de que precisamos socializar e interagir uns com os outros, aconteceu no período de isolamento da Pandemia, quando diversas pessoas na Itália, saíram em suas janelas para cantar em uníssono a música chamada “Andrà tutto bene”, ou “vai ficar tudo bem”, em português. Mostrando consequentemente o quão importante é a arte na vida de cada um, independente de qual tipo seja.

Torna-se indispensável saber como a nossa vida é influenciada com a arte, e como ela amplia a nossa perspectiva para variadas circunstâncias. Ante a tal contestável situação, as escolas, públicas e privadas, poderiam promover ações conjuntas com associações da comunidade, trazendo para as crianças eventos culturais com exposições de arte, oferecendo cartilhas educativas que abordam os direitos humanos de uma forma lúdica e de fácil entendimento. Diante dessa iniciativa, não só seria transformada a compostura dessas crianças, como também iriam demonstrar qual o impacto que isto trará na sua trajetória de vida.