A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos

Enviada em 11/03/2023

De acordo com Leonardo da Vinci, célebre pintor italiano, “a arte diz o indizível, exprime o inexprimível, e traduz o intraduzível.” Sob esse viés, é imperioso ressaltar a questão dos ramos da arte que demonstram confluência com o tecido social e seus sentimentos, os quais são estimulados através de manifestações artísticas com o fito de estimular sensibilização ou pensamento.

A princípio, cabe evidenciar a tônica da relação entre os direitos humanos e as fontes artísticas, bem como seus efeitos diretos na sociedade. Faz-se notório, como exemplo da reflexão de valores e questões humanitárias mediante a arte, as obras de rua do artista britânico Bansky. Nelas, o artista expõe adversidades sociais contemporâneas, como em sua criação “O Jogador de Flores”, onde um homem é ilustrado arremessando um ramo de flores, aludindo a um coquetel explosivo, além de indicar a onda de conflitos que Londres passava na época. Assim, por serem obras acessíveis, acabam adquirindo fácil visibilidade, o que ajuda, por conseguinte, na contemplação de tais, e de suas entraves humanitárias, do mesmo modo que incentivam o exercício de cidadania.

Ademais, outra vertente a salientar é a comoção oriunda da arte e seus meios de exposição. Em “No Ritmo do Coração”, filme premiado de Sian Heder, a protagonista Ruby, que se interessa pelo ramo musical, é a única pessoa que possui audição dentre sua família com deficiência auditiva, os quais são incapazes de a ouvirem cantar. No entanto, esse revés é abrandado, uma vez que assistindo sua apresentação no palco, os parentes compreendem a dimensão da arte e são tocados por tal. Desse modo, torna-se nítido o impacto que a arte desperta nos indivíduos, tal qual a promoção de novas concepções acerca, sobretudo, da dignidade humana.

Destarte, faz-se fundamental a instigação da arte dentre o corpo social, com objetivo de garantir noção sobre o que preveem os direitos humanos. Logo, compete ao Estado, em parceria ao Ministério da Educação, maior disponibilização de aulas didáticas voltadas a arte no sistema educacional, assim como evidente destaque e apoios financeiros à fundos artísticos.