A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos

Enviada em 26/06/2023

Na Idade Antiga, anteriormente a invenção da língua, a arte rupestre era a principal forma de comunicação entre os indíviduos. Contudo, contrariamente ao fato abordado, observa-se que, devido à ausência de reflexão e ao elitismo social, há a formação de desafios na promoção da arte como agente de socialização e de promoção de direitos humanos, uma vez que a arte não é devidamente reconhecida. Dessa forma, é imperiosa a retificação dessas mazelas para a plena harmonia social.

Em primeira análise, faz-se necessária a discussão acerca da falta de reflexão no contexto da arte, já que a população em sua maioria considera tal instrumento como inútil, desconsiderando sua importância como integrador entre os cidadãos, por meio do compartilhamento de emoções em uma obra, por exemplo. Nesse sentido, cabe ressaltar a filósofa Hannah Arendt, em que no seu livro “Banalização do mal” cita que ao presenciar atitudes problemáticas frequentemente, os indivíduos passam a negligenciá-las, banalizando a chaga, Diante disso, enquanto a sociedade for negligente, o Brasil permanecerá desarmônico.

Ademais, é fato que o elitismo social corrobora com o problema na nação. Nesse viés, com o pensamento comum de que a arte “válida” é apenas a criada pela parcela social de alto poder econômico e intelectual, o corpo social exclui criações artísticas elaboradas pela população pobre, o que favorece com o preconceito com artes periféricas que expôem a realidade de tais locais e contribui para a escassez do pensamento crítico entre as vítimas acerca de tópicos abordados pela arte contemporânea, como a ascensão de regimes autoritários, não assimilando que tal discriminação é errada e deve ser combatida. Analogicamente ao argumento, é pertinente mencionar o sociólogo Pierre Bourdier, no qual na sua teoria da “Violência Simbólica” diz que na nação há uma cumplicidade inconsciente entre quem pratica e quem sofre por diversas chagas, levando tal preconceito como algo normal e aceitável. Logo, é inadmissível que esse cenário perdure.

Portanto, é imprescindível a tomada de ações capazes de mitigar tais problemáticas. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação, órgão educador da sociedade, promover a integração da arte por todos os cidadãos, por meio da criação de exposições públicas de obras nos mais diversos ambientes sociais, desde escolas até periferias. Desse modo, a arte será reconhecida como fator essencial entre a socialização dos indivíduos, independente de classe social, fomentando em um Brasil mais igualitário.