A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos
Enviada em 26/04/2023
Segundo a teoria da modernidade líquida criada pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, as relações atuais encontram-se cada vez mais frágeis, simplificadas, maleáveis e menos duradouras. Com reforço do capitalismo, os laços ficam cada vez mais delicados e a compra de sentimentos como conforto e segurança roubam a vez de uma boa conversa entre amigos, pois suprem as necessidades de curto prazo mais rapidamente. A este contexto relaciona-se a arte, utilizada por muitos como maior forma de expressão, pois nada precisa realmente fazer sentido ou haver algum tipo de preocupação.
É fato que, nos dias de hoje, a falta de momentos de lazer junto da extrema dedicação ao trabalho e estudos, causa incessante busca pela fuga da realidade em alguns pequenos momentos, principalmente por pessoas com ansiedade, depressão ou, simplesmente, solitárias. Pessoas que, muitas vezes, se consideram exaustas, não são capazes de estabelecer relações de longo prazo ou mesmo expressar seus sentimentos por intermédio de palavras, buscam a prática de algum tipo de arte como terapia, como escape, estabilidade, calmaria e acalento, adquirindo além disso, liberação de serotonina, o hormônio da felicidade.
No entanto, grande parte da população brasileira costuma fazer uso da arte ao mesmo tempo como cultura e troca, tanto de experiências e conhecimentos, como de crenças. Assim, arte é também sinônimo de comunicação, por sua abrangência, integração e facilidade na identificação de pessoas com mesmos gostos e ideais, com mesmas angústias e batalhas. Recorrente dela são feitas inúmeras interpretações com base no olhar e vivência de cada um.
Visando imensuráveis acontecimentos positivos proporcionados através da arte, torna-se indispensável na vida dos cidadãos brasileiros o acesso e a prática de alguma área relacionada a ela, seja pintura, teatro, música, dança, escrita, escultura, dentre outras, mediante aos ministérios da cultura e da educação, a democratização do acesso à arte pela organização de eventos públicos, como aulas de dança ao ar livre, de pinturas de paisagens ou então a apresentação de uma peça teatral, e também a ocorrência desses eventos nas escolas, como incentivo à prática do que nos faz bem.