A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos
Enviada em 27/04/2023
Das pinturas rupestres à invenção do cinema, do poema à música, para além de meros atividades lúdicas, essas são ações artisticas arvoradas para manifestar os mais intímos sentimentos culturais. O ser humano, desde a antiguidade, sempre se dedicou a exposição desse tipo de ato para descrever a história, perpetuar o conhecimento, questionar a realidade, vender objetos. Embora a arte, hodiernamente, tenha assumido diversos contornos devido à industria cultural, é relevante analisar o seu papel na promoção dos direitos humanos, bem como na socialização do povo.
A princípio, deve-se pontuar que a pós-modernidade é profundamente acentuada pela mercantilização das relações interpessoais, a qual a arte não restou imúne. Isso porque a industria cultura atua, de maneira audaz, no sentido de assimilar os diversos aspectos culturais de materiais e atividades artísticas com o objetivo principal de alienar. Nesse contexto, os objetos artísticos são sistematicamente reproduzidos de modo dinâmico, apesar de isso não ser algo ruim objetivamente, visto que, além do ato de vender, democratiza-se o acesso ao cinema, ao teatro ou ás pinturas.Tome-se a propagação, na internet, do quadro “Retirantes”, de Candido Portinari,para uma criança que nunca vislumbrou tal obra, como a disseminação do direito humanitário ao protesto contra a fome.
Ademais, é fundamental apontar que a arte, além de assumir esse papel de protesto contra barbáries ou manifestas exclusões sociais que se legitimam na sociedade, pode representar - por intermédio dos seus poemas, músicas e pinturas-, um instrumento hábil no desenvolvimento da subverção de injustiças e na inclusão da população nos interesses da sociedade. Com efeito, á luz dos direitos humanos, as políticas públicas de incentivo ás oficinas de arte, nas comunidades, lançam mão de uma cidadania ativa na qual a própria sociedade se presta a expor seus direitos culturais por meio de grafites, músicas ou teatros.
Fica claro, portanto, a relevância da arte no convívio em sociedade. Assim, o Estado deve promover o fomento a realização de debates e políticas, nas escolas e faculdades, de ações artísticas, como o teatro ou a pintura, com o objetivo de incentivar os seus próprios direitos.