A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos

Enviada em 14/07/2023

Segundo Walter Benjamin, sociólogo da escola de Frankfurt, a arte na era da reprodutibilidade técnica proporcionou maior emancipação dos indivíduos. De maneira análoga, as ações artistícas que promovem socialização e ,portanto, valorização dos direitos se dá não só mediante ao saber plurarizado, abrangendo as diversidades culturais e o regionalismo, mas também devido a políticas públicas.Logo, com vistas de haver permanência na ultilização da arte como fator socializante medidas são necessarias para mitigar a falta desses fatores.

Primeiramente, o saber burguês e elitista é estruturalizado na sociedade desde o séc XIX e marcou mudanças sociais como por exemplo : o neocolonialismo. Como aponta Nise da Silveira, psiquiatra Brasileira, iniciadora na terapia ocupacional a qual confronta o conhecimento médico, dominador e desumano instituído em sua época, promovendo, por meio de atividades artistícas a inclusão social dos seus pacientes e a expressividade inconsciente. Dessa forma, uma das precursoras do movimento político anti-manicomial Nise mostrou que a arte pode ser usada em diversos espaços a partir de diversas culturas e saberes plurarizados.

Ademais, a governabilidade, deve incluir visibilidade a arte legitimando o acesso da arte como socializadora. Nesse sentido, os orgãos responsavéis por propor a difusão cultural burocratizam espaços públicos reduz investimentos e outro fator analisador do governo é a invisbilidade as demais formas artísticas preriféricas e menos elitistas como o grafite e até mesmo o pixo usado muitas vezes como forma de crítica social. Tal como, essas questões levam a desvalorização da arte e impossibilita a sua implementação de forma socializadora que permita a plena realização dos direitos enquanto cidadãos.

Portanto, infere-se que com a finalidade de maior incidência de espaços artísticos a desburocratização e o crescimento da demanda de dinheiro público investida nessa causa, o governo, o qual detem o legitimo poder coercitivo, deve promover políticas públicas, por meio da conversão de estatisticas em informação sobre a falta da arte como socialização. Por fim, será realmente possível a emancipação na era da reprodutibilidade técnica.