A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos
Enviada em 19/10/2023
“A arte é a mentira que nos permite conhecer a verdade”. Essa frase de Pablo Picasso representa, de modo atemporal, o exercício da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos, tendo em vista que, a manifestação artística aguça na sociedade o senso crítico e por meio desse ser instruída quanto aos seus direitos e deveres. Nesse sentido, há, no século XXI, a tímida prática dessas condutas, a partir da falta de políticas públicas. Desse modo, são necessários caminhos para o combate dessas ações, haja vista dois aspectos: aprimoramento da máquina pública e o despertamento de imbróglios sociais por meio da valorização da arte.
Inicialmente, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos Direitos Humanos, prevê, como garantia fundamental, o direito à cidadania. Contudo, o próprio Poder Estatal, pela falta de políticas públicas, agride a legislação. Isso porque, há tímida promoção de espaços públicos com arquivos históricos, nas cidades interioranas, tornando o indivíduo apático de sua constituição social. Logo, essa negligência estatal representa uma das causas do problema.
Outrossim, é perceptível que a promoção dos direitos humanos com a população da baixa renda insuficiente desde outras épocas. Sendo assim, pode-se constatar que tal preconceito é repassado de uma geração a outra, o que mostra a banalização da socialização, por meio da arte. Dessarte, a filosofia judia Hannah Arendt, em sua teoria “banalidade do mal”, argumenta que a atitude preconceituosa passa a ser feita inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação, o que pode ser equiparado com a questão do acesso a arte ao regiões menos favorecidas.
Depreende-se, portanto a necessidade de se combater a tímida promoção dos direitos humanos por meio da arte. Para isso, cabe ao Poder Legislativo, por meio de discussões no Congresso Nacional, com os membros da coletividade, a implementação de uma Lei específica para criação de espaços públicos gratuitos, com a cultura local, a fim de mitigar as desigualdades sociais. Além disso, é necessário difundir campanhas instrucionais, por meio das mídias de grande alcance, para que o sujeito aja corretamente segundos suas necessidades e escolhas. Nesse sentido, a socialização e promoção dos direitos humanos, não será um problema na contemporaneidade brasileira.