A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos
Enviada em 05/08/2024
A Semana de Arte Moderna, ocorrida em 1992, foi um movimento artístico que buscava a valorização da identidade cultural brasileira. No entanto, apesar do marco histórico, há entraves que permeiam a ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos, o que demonstra uma irracionalidade social. Assim, é crucial afirmar como causa da questão a má influência midiática e a omissão governamental.
A princípio, é preciso salientar como propulsor da problemática o déficit midiático. Conforme Pierre Bourdieu, filósofo francês, o que foi criado para ser instrumento de democracia não pode ser convertido em mecanismo de opressão. Nesse sentido, nota-se que na mídia não é divulgado o papel da arte no meio social. Isso advém da desvalorização do trabalho artístico, uma vez que sua função de retratar a realidade, a expressão dos sentimentos e habilidades do artista não são reconhecidos. Logo, é crucial reverter esse panorama.
Além disso, outra configuração para o entrave está na negligência estatal. Segundo Aristóteles, filósofo grego, a política deve ser estimulada pelos homens a fim de alcançar o equilíbrio social. Diante do exposto, é notório que o poder público não promove medidas na base educacional que informem os cidadãos sobre a importância das manifestações artísticas nas escolas. Desse modo, é perceptível a lacuna na promoção dessa regalia e, com isso, a arte não é estimulada.
Portanto, é imprescindível uma intervenção pontual aos entraves que circundam as ações da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos. Dessa forma, urge que o Estado crie saraus nas escolas, por meio de verbas públicas, com o objetivo de debater sobre a importância da arte na sociedade. Tal ação contará com transmissão nas redes sociais e ,em suma, a função do Estado e das mídias serão cumpridas. Feito isso, o cenário brasileiro contribuirá com o marco histórico e cultural da Semana da Arte.