A ação da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos

Enviada em 23/09/2024

No livro ‘‘Brasil,país do futuro’’, o escritor Stefan Zweig expressou a sua confiança de que a nação cresceria e se desenvolveria exponencialmente. Entretanto, esse pensamento é contraposto por uma realidade na qual há uma desvalorização da atividade da arte na socialização e na promoção dos direitos humanos. Com isso, é profícuo observar a ineficiência dos mecanismos legais e a ignorância popular como pilares fundamentais dessa problemática.

Em primeira instância, é válido retomar o aspecto supracitado em relação à omissão governamental. Nesse sentido, de acordo com o art. 215 da Carta Magna, é dever do Estado assegurar acesso à arte para todos os cidadãos. No entanto, ao se analisar a precariedade na promoção de exercício de práticas artísticas e culturais, torna-se indiscutível que essa premissa constitucional não é valorizada pelo Poder Público. Dessa maneira, é importante salientar que essa postura do governo não só contraria a legislação, como também provoca a persistência de um cenário deletério: a arte, a socialização e o oferecimento dos direitos humanos sendo cada vez mais desvalorizados, já que as autoridades não oferecem políticas públicas, bem como incentivos fiscais que colaborem com o fomento da busca pela cultura artística.

Outrossim, cabe destacar que a ignorância popular também é um entrave. Nessa perspectiva, o sociólogo Émile Durkheim defende a sua ideologia de que a população age de maneira padronizada e inautêntica, e por vezes, rude. Seguindo essa linha de raciocínio, constata-se que os brasileiros são inconscientemente adaptados a olharem com descaso para a necessidade de enaltecimento artístico. Nesse viés, a sociedade carrega consigo a ideia de que ‘‘arte é coisa de gente chata’’. Desse modo, com esse comportamento contínuo, a socialização e a oferta dos direitos humanos se distanciam cada vez mais do pleno consumo de cultura.

Portanto, cabe romper com as adversidades para valorização da arte e o seu papel fundamental de socialização e democracia. Para isso, cabe ao Ministério da Cultura-órgão que promove arte para todos-, criar o projeto ‘‘Arte Para Socializar’’, a fim de insitigar a população a procurar consumir mais as raízes culturais das produções artísticas. Assim, será possível uma consolidação do ideal de Zweig.