A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 26/04/2020

Sabe-se que a fome e a desnutrição são fatores responsáveis pelo desenvolvimento precário de muitas crianças, segundo um estudo publicado no periódico Trends in Cognitive Sciences, pela psicóloga Martha Farah, que crianças que se alimentavam bem apresentaram melhores capacidades cognitivas incluindo testes de Quociente de Inteligência, do que as crianças que eram subnutridas de alimentos, apresentavam fortes dificuldades de raciocínio, concentração e memória, pois deficiências nutricionais afetam áreas de desenvolvimento cerebral, exemplo o córtex cerebral responsável pela aprendizagem.

Além disso, deve-se levar em conta que, as escolas são por muitas das vezes, uma válvula de escape para muitos alunos, pois muitos deles vivem em situação de escassez de nutrientes, não são bem alimentados, e os mesmos veem a escola como uma oportunidade de refúgio e de terem uma boa e adequada alimentação.

Porém, é perceptível que a rede de ensino, muitas vezes não cumpre com seu papel de distribuir a merenda escolar, e fornecer o necessário apoio nutricional as crianças, porque muitas das vezes ocorrem erros com os fornecedores da merenda, não vai verba para a instituição, e muitas vezes acaba que acontecendo desvios de verbas e merenda.

Entretanto, é direito das crianças receberem a merenda, pois o Ministério da Educação, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, garante a transferência de recursos financeiros para subsidiar a alimentação escolar de todos os alunos da educação básica de escolas públicas e filantrópicas.

Portanto, mediante os argumentos mencionados, faz-se necessário que o Governo Federal junto com o Ministério da Educação e os Governos Estaduais, possam investir e repassar a verba da merenda escolar para as instituições, possam investir em acompanhamento nutricional nas escolas,para garantir o desenvolvimento das crianças, feito isso conseguirá obter crianças bem alimentadas, e diminuirá os índices de fome.