A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 24/09/2019
“Desde pequeno nós comemos lixo comercial e industrial”. A música de Renato Russo representa muito bem o que é a alimentação de muitos brasileiros atualmente. Nesse sentido, a temática da alimentação nas escolas, em especial na rede pública, se torna cada vez mais presente nas discussões atuais, visto que todos têm direito à nutrição, que deve ser feita de forma correta a fim de evitar problemas futuros.
Em primeiro lugar, temos a alimentação um dos direitos presentes na Declaração Universal dos Direitos Humanos, no qual é baseado o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Esse programa tem como objetivo garantir 15% das necessidades nutricionais diárias de inúmeras crianças da Rede Pública de ensino. Portanto, com base na fala da nutricionista Vanessa Manfre de que os hábitos alimentares criados na fase escolar repercutirão por toda a vida, a PNAE é responsável pela alimentação de boa parcela da população brasileira de todas as idades.
Outrossim, a má alimentação é evidente no cardápio dos brasileiros. 30% dos estudantes do 9° ano do ensino fundamental comem alimentos ultraprocessados salgados praticamente todos os dias segundo a Pesquisa Nacional de Saúde Escolar em 2015. Números alarmantes, visto que esses alimentos, quando consumidos em excesso, são aliados diretos de doenças como hipertensão e obesidade.
Retomando Renato Russo, é necessário que deixemos de comer lixo, em outras palavras, que a qualidade da nossa alimentação seja melhor. Para isso, o Ministério da Educação juntamente com o ministério de saúde devem disponibilizar nutricionistas para que façam dietas individuais aos alunos, de modo que a alimentação escolar se baseie nelas, a fim de que, a longo prazo, melhore significativamente os hábitos alimentares da população.