A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 10/10/2019
Em 1955, foi criada a Campanha da Merenda Escolar. Hoje, instituído Programa Nacional de Alimentação Escolar, o projeto subordinado ao Ministério da Educação é responsável pelo monitoramento, fiscalização e assistência financeira, no que diz respeito à alimentação oferecida aos alunos. No entanto, apesar do avanço governamental com a criação do programa, ainda provoca atitudes que demonstram retrocesso, bem como insuficiência de alimentos e problemas higiênico-sanitários. Essa realidade se faz presente em função dos desvios de verba e da má fiscalização.
É de conhecimento geral a importância de hábitos alimentares saudáveis, principalmente na fase infantil, em que o período é de constante desenvolvimento corporal. Logo, é de suma necessidade que as refeições servidas nas escolas públicas, tenham os nutrientes corretos a fim de suprir as necessidades do organismo da criança. Contudo, embora exista cardápio determinado, a alimentação é escassa e inadequada. Segundo o site do G1, uma escola pública em São Paulo, serviu sanduíches e sucos industrializados para mais de 4 mil crianças, outra escola ainda, apenas pão puro. Isso porque, desvios nas verbas destinadas às merendas, são frequentes. De acordo com a Agência Brasil, foi descoberto um cartel de empresas que desviava esses fundos há pelo menos 20 anos, a estimativa é que tenham movimentado R$1,6 bilhão. Consequentemente, em função da má alimentação, os alunos são afetados na saúde física e no aprendizado escolar.
Além disso, cozinhas devem estar sempre limpas, higienizadas e detetizadas, pois a proliferação de ratos e baratas é comum em locais que trabalhem com o manuseio de alimentos. Com isso, em 1999, foi criado a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que faz a regularização de ambientes, vinculado ao Ministério da Saúde. Todavia, devido a falta de fiscalização presente dos órgãos competentes, muitos refeitórios da rede pública de ensino negligenciam esses serviços. Segundo matéria do G1, funcionários de uma escola municipal em Cabreúva (SP), encontraram um rato na dispensa da unidade. Frutas e bolachas que seriam servidas aos alunos, foram roídas pelo animal.
Nesse viés, torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas. Como disse a nutricionista Bela Gil, é possível mudar o mundo com a alimentação. Assim sendo, é preciso que o Governo Federal, Estadual e Municipal juntos ao PNAE, melhorem a alimentação nas escolas públicas, por meio de maiores verbas destinadas e cobrança de recibos das compras gastas com os alimentos, inclusão de nutricionistas e fiscalizações de supetão semestralmente nos ambientes alimentícios da escola, para que tenha controle do recurso disponibilizado pelo governo, alimentações adequadas aos alunos devido a presença dos profissionais qualificados e certeza na questão sanitária do ambiente estudantil.