A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 09/10/2019

No Brasil, os problemas relacionados a má alimentação oportunizam reflexões sobre a educação alimentar. Nessa perspectiva, cabe a sociedade encontrar formas eficazes de minimizar esse empecilho desde a infância.

Um dos aspectos associados ao consumo nutricional diz respeito ao estilo de vida americano, difundido no mundo após a Guerra Fria e interferindo diretamente na mesa do brasileiro. Em contrapartida, no ano de 2018 uma em cada nove pessoas passaram fome no Brasil. Como consequência, tanto a obesidade como a desnutrição devem ser colocadas na balança quando discutido o padrão alimentar no país.

Em relação a crianças e adolescente, constata-se que a escola assume papel fundamental na formação dos hábitos nutricionais. Cabe, também, mencionar que para muitos estudantes a merenda representa a principal refeição do dia. Verifica-se um exemplo disso nas redes públicas de ensino localizadas em regiões mais pobres.

Segundo a ONU, os Estados devem garantir condições adequadas de desenvolvimento para crianças e adolescentes. Isso sugere que embora proporcionar merenda escolar seja essencial para a rotina de muitos, não é o suficiente para estimular o envolvimento dos jovens com o cuidado da saúde.

Dessa forma, questões como consumo excessivo de alimentos gordurosos e carência de uma dieta equilibrada estão associadas a educação pública e não podem ser desconsideradas. Para tanto, compete ao Ministério da Educação promover um cardápio que atenda as necessidades de todos os estudantes com o auxílio de nutricionistas. Espera-se que com essa medida as escolas fomentem indivíduos com hábitos saudáveis desde a infância.