A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 09/10/2019

Segundo o pensamento de Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre por meio da compreensão das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e as relações sociais. Esse panorama auxilia na análise dos desafios na nutrição dos alunos nas redes públicas de ensino, visto que, a falta de profissionais qualificados corrobora com o desequilíbrio nutricional. Além disso, a realidade das escolas não atende as diretrizes da constituição.

Em primeiro plano, deve-se compreender que uma boa alimentação é essencial para o desenvolvimento acadêmico. De acordo com Organização Mundial da Saúde, a correta nutrição é o preâmbulo para o desenvolvimento dos órgãos e sistemas do corpo humano. Nesse sentindo, é importante que as instituições públicas ofereçam aos estudantes uma dieta equilibrada. Todavia, ao analisar as cantinas, é notório que os principais alimentos são os ultraprocessados - ricos em gorduras, óleo e açúcares- como: salgadinhos, doces e refrigerantes. Esse quadro influência no desenvolvimento de doenças já na infância, como diabetes e obesidade. Destarte, é importante o apoio de profissionais da saúde nas instituições.

Outrossim, por mais que o artigo 6 da constituição brasileira garanta a todos os cidadãos o acesso a alimentação, algumas escolas federais não ofertam alimentos para os alunos. Em amostra ao exposto, segundo o governo federal, no IFES “campus” São Mateus (Instituto Federal do Espírito Santos) os estudantes não recebem merenda escolar nos horários de aula. Além disso, a matriz curricular da base educacional brasileira não apresenta educação gastronômica, o que sugere uma formação acadêmica distante das necessidades humanas. Logo, novos projetos são essenciais para cumprir com as metas educacionais.

Infere-se, portanto, que as medidas propostas pelo Estado sejam validadas na prática. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação com o Ministérios da Saúde garantir que os alimentos ratificados nas instituições de ensino sejam adequados para nutrição dos alunos, por meio da disponibilização de nutricionistas por unidade escolar, tal que eles selecionem os mantimentos essenciais para o equilíbrio alimentar. Além disso, a gastronomia deve ser incluída na formação acadêmica. Dessa forma, será possível aumentar o rendimento escolar e reduzir o número de doenças crônicas na juventude.