A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 15/10/2019
Na obra ´´Utopia`` do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a alimentação na rede pública de ensino é uma das barreiras na qual dificulta a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do desvio de verba governamental, quanto do furto que ocorre no trajeto para a chegada do alimento ou até mesmo na escola. Sendo assim fundamental a discussão desse aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primordialmente, é fulcral ressaltar que a defasagem alimentar na rede pública de ensino deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo pensador Thomas Hobbes o estando é responsável por manter o bem-estar da sociedade, entretanto, isso não ocorre no Brasil já que a má administração interfere até na alimentação, que por desvio de verba impossibilita a disponibilização de alimentos de qualidade aos estudantes.
Ademais, é imperativo ressaltar o furto que ocorre no percurso ou até mesmo nas escolas brasileiras como promotor do problema. Partindo do pressuposto no qual o alimento enviado muitas vezes não apresenta as melhores condições, sua diminuição é um dos fatores relevantes que evidencia a defasagem. Pois sendo desestruturado o controle de direcionamento do alimento, retarda a resolução do empecilho contribuindo ao agravamento da situação.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter os problemas relacionados a alimentação na rede pública de ensino. Necessita-se urgentemente da disponibilização de fiscais que, acompanhem todo o processo, desde a liberação do capital pelo Tribunal de Contas da União até o acesso dos alunos, resultando em um grande avanço na alimentação pública ao ensino, alcançando assim a realidade da utopia de More.