A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 05/03/2020

A frase " Diz-me o que comes, dir-te-ei o que és", de Eça de Queiroz traz uma reflexão acerca da importância da alimentação para a construção do indivíduo.De modo convergente,verifica-se uma preocupação dos setores sociais com destaque as escolas,para o estabelecimento de cardápios que atendam às necessidades nutricionais dos estudantes.Todavia,desafios como as inspeção de alimentos e desvio de verbas prejudicam a concretização de tais objetivos.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar(PNAE) criado em 1954,pelo MEC tem como objetivo garantir que alunos entre 7 a 14 anos tenha, 15% de suas necessidades nutricionais atendidas. Já a Lei da Merenda Escolar,implementada em 1994 estabelece a fiscalização e o controle da aplicação de recursos destinados à merenda escolar.Porém,muitas instituições não dispõem de nutricionistas,o que é responsável pela elaboração de cardápios deficientes em vitaminas e proteínas,por exemplo.

Outrossim, muitas famílias não possuem hábitos de alimentação saudável,o que interfere diretamente na escolha dos estudantes por comidas prontas e industrializadas em detrimento de alimentos oferecidos pela escola,sendo o consumo destes pouco incentivado na maioria das vezes pela ausência de campanhas e projetos, já que essas não são “prioridade” para os investimentos dos órgãos públicos,o que é verificado juntamente com a ocorrência de desvio de capital .Tal decisão contribui para o desenvolvimento de problemas de saúde,como a obesidade, que atinge 1 a cada 5 brasileiros, de acordo com a OMS.

Portanto, o poder público em parceria com as escolas deve realizar campanhas nas instituições que alertem sobre os malefícios que uma alimentação carente em nutrientes e desbalanceada pode causar. A família também deve estar presente ,por meio da introdução de uma aliementação caseira e a saudável a fim de  conscientizar e incentivas a criação dos hábitos alimentares nos filhos.