A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 31/03/2020
A má alimentação e o precário amparo financeiro da União nas redes públicas de ensino no Brasil geram duras críticas ao Estado, quando comparadas a outros gastos considerados de menor importância, em relação à educação. apesar desse paradoxo ocasionar impactos no desempenho escolar de muitos alunos, estes devem se contentar com tamanho descaso. Entretanto, tal problemática é só mais uma das dificuldades enfrentadas diariamente por instituições de ensino e seus alunos.
Atualmente, segundo o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), são gastos, em território nacional R$ 0,36 por dia letivo com cada aluno dos ensinos fundamental e médio. Em análise feita pelo G1, em 2017, no estado do Mato Grosso eram gastos, em média, R$ 5 mil por detendo encarcerado num mês, enquanto com os alunos o valor médio chegara a R$ 500,00 mensais. No entanto, tendo em vista esses fatos, se evidencia que a falácia política de que a educação é mais importante e que deve ser priorizada tem que ser derrubada, analisando que na prática, essas afirmativas governamentais não são verídicas.
Dessa forma, com os baixos valores repassados às escolas para alimentação de cada aluno, se torna perceptível que essas instituições não podem fornecer alimentos nutritivamente suficientes para um bom desempenho dos estudantes, que em muitos casos já chegam nas instituições de ensino debilitados, por não terem alimentação adequada em casa, o que pode gerar baixas capacidade de raciocínio e absorção dos conteúdos expostos nos dias letivos. Contudo, os conceitos políticos quanto ao amparo educacional devem ser urgentemente revisados e reinstituídos, para que se efetive o progresso.
Assim sendo, imediatamente, os Governo Federal, Ministério da Economia, Ministério de Educação (MEC) e PNAE, devem, em ação conjunta, criar o programa “Má nutrição: aqui não. Ensino de qualidade: sem dúvidas”, para agir em todas as escolas públicas do país, de maneira que aumente os valores gastos por aluno na alimentação, efetive prolongamento na carga horária anual e estabeleçam um aumento percentual gradativo – no investimento de ensino – a cada ano, de acordo com o aumento do potencial econômico do país. Dessa maneira, se colocada em prática, isso fará com que sejamos referência mundial na qualidade de ensino, e que se efetive, a ordem e progresso, descritos na bandeira federativa do Brasil.
Por Alisson Dinis