A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 05/04/2020
A alimentação é um direito humano, dever do Estado e de cda pessoa em particular, por dar consistência, energia e saúde para o indivíduo no seu dia a dia. Devido a isso, o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) tem como objetivo garantir aos pré-escolares e escolares (entre 7 e 14 anos) o atendimento de 15% das suas necessidades nutricionais diárias, para que o jovem tenha um melhor redimento escolar. Assim, pode-se ressaltar que a merenda escolar é essencial na vida da criança, para ajudar na assimilação de conteúdos e evitar desnutrição proteico-energética.
Em primeiro lugar, de acordo com o site “ache concursos”, ao dar dicas de estudos para pré-vestibulandos, publicou a seguinte frase de Hipócrates: “Que seu remédio seja seu alimento, e seu alimento seja seu remédio”, devido ao fato de que a comida impacta diretamente na qualidade do momento de estudo. Entretanto, em trabalho postado da Revista Nutrição - 2010 - os alunos de escolas públicas tiveram baixa ingestão de energia, gorduras e vitamina A, o que pode resultar em doenças causadas por deficiência de micronutrientes. Em consequência disso, os jovens de tal rede de ensino possuirão dificuldades de aprendizagem, pois sem a energia necessária o organismo não conseguirá cumprir corretamente sua função, o que pode levá-lo ao cansaço e, assim, à falta de foco.
Ademais, não apenas o âmbito escolar poderá ser afetado, como tambémo social, pois a criança/adolescente rica suscetível a doenças causadas pela má, ou falta, de alimentação, um exemplo é a desnutrição proteico-energética. Tal problema é uma forma de desnutrição caracterizada pelo consumo insuficiente de calorias ou proteínas. Ainda por cima, vários fatores influenciam com a má alimentação desses jovens de escola pública, dentre eles tem-se a investigação feita em 2018 pela Polícia Federal e Controladoria-Geral da União publicada pela Agência Brasil, que descobriram o desvio feito pelo Cartel de 1,6 bilhões de merenda e educação em São Paulo, deixando alunos de 30 municípios paulistas de qualidade inferior.
Portanto, para melhorar a alimentação em escolas públicas evitando problemas físicos e melhorando o desempenho curricular é necessário que órgãos de ensino, como o MEC, conjutamente ao PNAE, dimunam a burocracia na distribuição de alimentos, pois o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar, exigem vários documentos para que o alimento seja distribuído, o que pode fazer escolas despender mais de 70 dias para concluir 1 processo licitatório. Outrossim, a diversidade e quantidade de alimentos deveriam ser maiores, para aumentar a escolha do indivíduo na hora de escolher a comida, diversificando a merenda cada vez mais, para isso poderia ser implementado um Cheff Escolar para auxiliar na gestão de cursos do PNAE.