A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 03/07/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, quando observa-se a alimentação na rede pública de ensino brasileiro, notam-se graves problemas que afetam a homeostase física de grande parte dos estudantes, tanto pelos alimentos pouco nutritivos quanto pela falta do ensino alimentar.

Precipuamente, é fulcral pontuar a extrema importância da alimentação nutritiva para os alunos, visto que, muitos em situação de vulnerabilidade social, por não terem comida em casa, só conseguem se alimentar nos períodos escolares. Porém, devido à escassez de recursos ou negligência do corpo estudantil, há escolas que apresentam um cardápio pouco diversificado, rico em frituras e carboidratos, o qual pode contribuir com a incidência de doenças, como a obesidade, anemia e desnutrição. Analogamente, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o consumo de produtos com alto valor nutricional nos colégios, como frutas e sucos naturais, não chegam a 10%.

Ademais, é imperativo ressaltar a ausência da educação alimentar nos ambientes pedagógicos, já que, pela negligência de alguns educadores em exporem os malefícios da má alimentação de forma multidisciplinar com as ciências biológicas, os aprendizes não saberão quais alimentos escolher para uma dieta completa e nem terão condições de exigir uma melhora por parte das autoridades competentes. Da mesma forma, para o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender o contexto aonde está inserido e lutar pelas mudanças precisas.

Portanto, tendo em vista os aspectos observados, é necessário que o Tribunal de Contas da União direcione capital para que o Ministério da Educação (MEC), juntamente com instituições do ensino público, adquiram uma maior variedade de alimentos fundamentais para a total nutrição corporal dos estudantes, por meio de cardápios montados por especialistas em nutrição, além de disponibilizarem cursos complementares para que os professores ensinem os benefícios da boa alimentação, visando reduzir os níveis de desnutrição e formar jovens conscientes.