A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 19/05/2020
Na obra " A República", Platão demonstra uma alegoria sobre homens presos em uma caverna, os quais enxergavam as sombras dos elementos externos, ou seja, não possuíam uma análise objetiva dos fatos reais. Nessa lógica, urge a importância de compreender a questão da alimentação na rede pública de ensino, com a finalidade de a sociedade atual não ecoar o mito da caverna de Platão no tecido social, sobre o assunto em questão. Essa situação, por sua vez, evidencia a importância dessa refeição para as crianças que vivem em vulnerabilidade social, além de reverberar que os desvios de verbas públicas impedem a execução dessa ação, de forma mais abrangente.
A priori, a colonização do Brasil ocorreu por meio da exploração dos seus recursos naturais e, por conseguinte, mazelas sociais foram desenvolvidas, de modo que, muitos brasileiros, na contemporaneidade, vivem à margem das benesses do desenvolvimento econômico. A UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a infância), no que lhe concerne, notificou que há um número significativo de crianças e de adolescentes que vivem em estado de vulnerabilidade social, os quais possuem na alimentação escolar sua principal ou única refeição diária. À vista disso, percebe-se, notadamente, a importância dessa refeição para as crianças mais carentes.
Outrossim, a Constituição Cidadã estabelece os direitos que todas as crianças possuem, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-los. No entanto, os desvios de verbas públicas, uma realidade do cenário sócio-político brasileiro, contribuem para que esses direitos não sejam executados de forma plena. Ao passo que a corrupção de recursos destinados à escola pública contribuem para que programas sociais, nesse caso, os relacionados à alimentação na rede de ensino, não sejam efetivados de forma satisfatória. Dessa forma, esse cenário impede que mais pessoas sejam beneficiadas.
Logo, é imprescindível que o Ministério da Educação realize palestras destinadas ao Poder Executivo, sobre a questão da alimentação na rede pública de ensino. Para tanto, é fundamental convidar cientistas sociais, com intuito de esclarecer a importância dessa refeição para as crianças mais carentes, além de notificar como a corrupção atrapalha na execução dessa ação. Assim, essa esfera do poder, munida desse conhecimento, desenvolva programa eficiente de fiscalização de verbas públicas, a fim de que a corrupção seja vencida e, por fim, mais crianças venham ter acesso à alimentação na rede de ensino público. Feito isso, atenuar-se-á esse emblema no tecido social hodierno.