A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 28/09/2020
A Constituição de 1988 - norma de maior autoridade no país - assegura o direito à alimentação para todos os indivíduos, como forma de garantir dignidade aos cidadãos para que vivam longe da fome e da desnutrição. Nesse cenário, a alimentação disponibilizada na rede pública de ensino tem enorme importância na garantia da vigência constitucional. Com isso, faz-se imperativo o debate acerca do grande quadro de desigualdade brasileira, bem como a priorização de refeições saudáveis como pilares que sustentam o valor da alimentação escolar.
A priori, o histórico e acentuado cenário de desigualdade social brasileiro está diretamente relacionado ao significativo valor das refeições na rede pública. Nesse contexto, o filme O Poço retrata metaforicamente a assimetria existente entre os diferentes níveis sociais e a disponibilidade de refeições. Dessa forma, a obra cinematográfica mostra como a pobreza é responsável pela desnutrição e fome. Logo, muitos jovens em situações de carência encontram nas refeições disponibilizadas na rede pública de ensino uma forma de romperem com mais um reflexo da acerbada desigualdade brasileira.
Ademais, é fundamental que haja incentivos à alimentação saudável, principalmente na idade escolar de jovens e crianças em desenvolvimento. Destarte, o filme Tá Chovendo Hambúrguer mostra o perigo de excessos de alimentos como refrigerantes e doces, bem como a importância de refeições com altos valores nutritivos para uma maior qualidade de vida. Com isso, ao disponibilizar pratos saudáveis e ricos em alimentos orgânicos a rede pública de ensino serve de ferramenta a contribuir com a importância de se desenvolver um ideário de priorização de uma alimentação salutar.
Infere-se, portanto, a extrema importância que as refeições disponibilizadas na rede pública possuem. Assim, a fim de que o incentivo a uma alimentação saudável, bem como a diminuição das desigualdades sejam perpetuadas é necessário que medidas sejam efetuadas. Diante disso, urge que o Ministério da Educação em parceria com pequenos produtores rurais realize um projeto de lei que garanta que vinte por cento da produção de tais produtores será voltada à merenda na rede pública. Logo, por meio dessa união será ainda mais garantido o acesso a alimentação salutar nas escolas. Espera-se, que a partir disso, o Brasil possa honrar a Constituição de 1988 e assegurar a nutrição de inúmeros jovens no país.