A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 02/06/2020

De acordo com Aristóteles, “A base da sociedade é a justiça”. Entretanto o contexto do Brasil atual contraria-o uma vez que a precária alimentação disponibilizada para rede pública demonstra uma questão de injustiça. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da insuficiência legislativa e da falta de infraestrutura, causas que aumentam a persistência do problema.

Em primeiro plano, convém ressaltar que a lacuna na legislação é um fator determinante para permanência da problemática. Maquiavel defendeu que “mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes”. A visão do filósofo aponta para uma falha muito comum nas sociedades: acreditar que a criação da lei em si pode resolver problemas complexos, como a questão alimentar na rede pública. Assim, nota-se que há uma insuficiência na lei, se esta não vier atrelada à políticas públicas que ajam na base cultural do problema, dificultando sua resolução.

Além disso, o tema em questão, encontra terra fértil na ausência de infraestrutura. Segundo o Tesouro Nacional, atualmente o investimento em infraestrutura é baixo e configura-se como menor em 10 anos. No entanto, sem esse investimento não há como atuar na questão alimentar de redes públicas. Assim, a priorização do dinheiro público em outros setores ou demandas atua como forte empecilho na intervenção do problema, criando barreiras para sua minimização.

Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para mitigar o problema. Sendo assim, representantes políticos da esfera municipal e líderes de bairro devem mobilizar a população para elaboração de cartas de denúncia e abaixo assinados, que serão enviados ao site da Ouvidoria da Controladoria Geral da União, exigindo a real aplicação da legislação brasileira, a fim de que a problemática que envolve a questão alimentar de escolas e redes públicas seja de conhecimento público e possa ser solucionada. Assim o contexto atual do Brasil estaria de acordo com a máxima de Aristóteles, não a contrariando.