A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 05/06/2020
Em sua obra ‘‘Retirantes’’, Candido Portinari representa o povo nordestino e a necessidade que eles têm de abandonar sua terra natal e buscarem uma vida melhor em outra região. De maneira análoga, o Brasil enfrenta diversos problemas sociais, como a má distribuição de alimentos, o que provoca fome e consequentemente faz com que as crianças e adolescentes dependam da merenda escolar, que é insuficiente e desprovida de nutriente, na maior parte das vezes.
É importante pontuar que a merenda escolar é um atrativo para vários alunos que convivem com a fome em suas residências, infelizmente a alimentação nas escolas públicas tende a ser insuficiente, uma vez que redes de ensino sofrem com o desvio de verbas para a merenda. Além disso, no governo de Getúlio Vargas, houve a criação do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) com o objetivo de reforçar a aquisição de bons hábitos alimentares a fim de reduzir a evasão escolar, por exemplo.
‘‘Que o teu alimento seja o teu remédio’’, disse Hipócrates, médico da Antiguidade, alegando dessa forma o quanto uma alimentação saudável, rica em vitaminas e ferro é essencial para impedir a propagação de doenças. Ademais, alimentos nutritivos fazem com que os alunos tenham alto rendimento escolar, o que favorece o crescimento profissional e intelectual.
Portanto, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com o PNAE fiscalizem a aplicação de verbas destinadas à compra de alimentos proteicos. Assim, os alunos estarão mais saudáveis para aprenderem e construírem uma caminhada educacional estável, o que possibilitará recompensas para o governo, como a diminuição dos índices reprovatórios e de evasão escolar.