A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 03/07/2020

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) possui um ótimo objetivo, porém não está perto de ser 100% eficaz. Ele tem várias pontas soltas que não funcionam na realidade da maioria, o que deixa apenas uma minoria “salva” da desnutrição alimentar. Sem contar que, no Brasil, as escolas públicas não possuem variações de alimentos. O programa fica preso nas possibilidades e disponibilidades de cada Estado/Município.

O PNAE, tem em sua teoria,  a diminuição dos casos de desnutrição e fome no nosso país. Levando às escolas a possibilidade de proporcionar uma refeição de qualidade nutricional para crianças de baixa renda. Com certeza a merenda escolar é, muitas vezes, a única refeição do dia para muitas crianças. Já o objetivo de valor nutricional, dependendo da região, deixa a desejar. Tornando-se algo “alimentável” mas não muito nutritivo. Como uma escola vai conseguir introduzir novos alimentos, estimular alunos a provar e manipular novos alimentos dentro de uma realidade tão longe de ser a real?

As redes públicas de ensino não recebem tanta atenção dos governos como deveriam, e isso causa muitos problemas para os alunos e funcionários. Mesmo que conseguissem oferecer uma boa alimentação para os alunos, isso não acabaria com o problema, já que muitos alunos não possuem alimentos em casa e receber uma vianda com alguns poucos alimentos (conforme ação realizada) para fazer mais de uma refeição não supre as necessidades das famílias pobres, porque normalmente, essas famílias são enormes e nem todos os filhos conseguem estudar, mas todos precisam comer.

A variação de alimentos em escolas públicas ou estaduais não é real. Já fui estudante de escola estadual e eram sempre os mesmos alimentos, normalmente eram comidas pesadas, já para o almoço, ou lanches leves como pão de queijo ou achocolatado com excesso de açúcar e bolacha Maria. Claro que os tipos de refeições variam dependendo da região, mas a realidade é que sempre será o mesmo cardápio nessas escolas.