A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 11/07/2020

Existente no Brasil desde 1950, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) foi criado para garantir a alimentação saudável de todos os jovens estudantes da rede escolar pública,na qual o governo federal repassa uma determinada quantia mensal para os municípios cobrirem a nutrição escolar.Entretanto,a alimentação na rede pública de ensino tem se tornado um problema hodierno,dado que as escolas não ofertam uma boa orientação nutricional e há uma negligência estatal para efetivar os propósitos do programa,fazendo-se necessário analisar medidas corretivas para essa problemática.

Sobre esse aspecto,a priori,é válido destacar que as instituições de ensino não orientam corretamente seus alunos à obterem uma dieta saudável,visto que não apresentam um cardápio preparado por nutricionistas,podendo acarretar problemas de saúde à esses alunos,como a obesidade infantil.Ademais,os hábitos alimentares juvenis são bastante precários,marcados por refeições que priorizam guloseimas e fast-food,escolhendo comidas pobres em nutrientes que não suprem o necessário para o crescimento corporal exigido na infância e puberdade.Logo,segundo o Ministério da Saúde 12,9% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos são obesas,e,juntando esses fatores é possível inferir que grande parte da obesidade infantil é causado pela irresponsabilidade escolar em  ensinar esses jovens a maneira correta de se alimentar.

Outrossim,a ineficácia do estado em disponibilizar o valor essencial para suprir todas as demandas de merendas deve ser exacerbado,haja vista que possuem um baixo orçamento e a merenda escolar é de suma importância para garantir a alimentação de crianças que vivem em extrema pobreza no país.Assim,como consequência,o cotidiano dos estudantes é  marcado pela insegurança alimentar,onde não sabem se irão ter o que comer no dia seguinte,já que muitos tem apenas a refeição ofertada na escola como forma de se alimentar no dia.Sob esse viés,o excerto do dramaturgo alemão Bertold Brecht,“Para quem tem uma boa posição social, falar de comida é coisa baixa.É compreensível: eles já comeram.”,corrobora o fundamentalismo da alimentação para a vitalidade,mesmo que nem todos tenham esse direito garantido.

Portanto,para mudar esse paradigma,urge que o Governo Federal implante um cardápio nutricional obrigatório a ser seguido em todas as escolas,por meio da contratação de nutricionistas para fazerem o menu  e o acompanhamento alimentar diário dos estudantes,visando garantir que todos se alimentem corretamente.Além disso,é mister que esse órgão disponibilize metade de suas verbas para a área da educação,de modo que o Ministério da Educação tenham verbas suficientes para efetivar totalmente o PNAE,ofertando alimentos para todos os 200 dias letivos à todos jovens.Asim,alcançaremos a utopia.