A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 16/07/2020

Centenas de crianças famintas a caminho das escolas, número crescente de obesidade infantil, redes de ensino manipulando o dinheiro do Governo, este é um quadro da alimentação nas redes públicas de ensino. Como todos sabem, crianças e jovens passam boa parte de seus dias na escola e levam muito do que aprendem lá para seus lares e vidas, por isso é imprescindível que aprendam coisas positivas. É fato que a obesidade infantil em crescendo cada vez mais no nosso país e a escola tem sua parcela de culpa, muitas Instituições de ensino atuais apresentam cardápios insatisfatórios como alimentos fritos, guloseimas, bebidas com alto nível de açúcar, entre outros e os alunos adquirem esse produtos livremente. São necessárias medidas para manter oque está bom e mudar oque está ruim em relação a alimentação nas redes públicas.

Em primeiro lugar, muitas pessoas dependem do lanche escolar. É de conhecimento comum que muitos alunos não possuem uma boa renda financeira, em alguns casos as crianças comem pela primeira vez no dia na escola e levam outra merenda para casa. Por esta razão, as refeições fornecidas pelas escolas devem ser balanceadas e incentivar uma vida saudável. De acordo com o IBGE, 1 a cada 3 crianças está acima do peso, dessa forma, comprometendo a saúde dos jovens com pressão alta, diabetes, doenças cardiovasculares, entre outros. Os alunos tem uma forte ligação com as escolas, e por isso estes lugares devem levantar a bandeira da alimentação saudável, ao invés de fornecer alimentos com altas taxas de sal e açúcar, guloseimas e produtos de massa compacta. Nesse sentido, este quadro deve ser revertido.

Em segundo lugar, a “elite” de muitas escolas desvia o dinheiro investido pelo Estado para benefício próprio. Existem Instituições de ensino com profissionais corruptos que ao invés de investirem dinheiro nos alunos, colocam no bolso. Essa é uma realidade comum. Atualmente o Governo está colocando em vigor uma lei para que todas as Instituições de ensino sejam obrigadas a fornecer alimentos saudáveis e parem de comercializar as famosas “besteiras’. As escolas tem potencial para encaminhar crianças e jovens para uma vida digna, basta querer pra que seja feito. Tendo isso em vista, a situação deve ser alterada.

Urge melhora na qualidade da alimentação das redes públicas de ensino. Cabe ao Ministério da Educação e ao Governo esta tarefa, através palestras educativas, mudança no cardápio escolar e incentivo as atividades físicas para que, com o apoio dos pais e responsáveis, a vida e saúdes dos alunos, sejam crianças ou adolescentes, sejam melhores. Caso essas medidas form feitas em conjunto, pode-se reverter a situação atual e ter uma alimentação saudável nas redes de ensino públicas.