A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 23/07/2020
De acordo com a Declaração universal dos direitos humanos, proclamada em 1948, as pessoas tem o direito de viver sem fome e com alimento de qualidade. Entretanto, no Brasil hodierno, apesar dos diversos avanços socias conquistados pela sociedade, o país ainda enfrenta seriamente impasses sobre a alimentação na rede pública de ensino. Isso se deve, ora pela desigualdade socioeconômica das famílias, ora pela negligencia governamental com a administração. Portanto, medidas devem ser tomadas por entidades que tenham a incumbência de minimizar essa série de problemas.
Em primeira análise, é notório destacar que o alimento na educação pública é de extrema importância para milhares de cidadãos no país. A essa premissa, é correto afirmar que a merenda escolar é a principal refeição para os estudantes, pois os pais dependem desse fato para sustentar seus filhos com a atual situação financeira, o que gera problemas na aprendizagem do indivíduo, caso não ocorra. Nesse sentido, de acordo com um relatório divulgado em 2018, pela ONU, a desnutrição causada pela falta de refeições alcançou cerca de 5 milhões de brasileiros em 2 anos; mostrando o quão é prejudicial para a saúde das crianças. Desse modo, nota-se o desamparo com essa questão.
Percebe-se, também, que a negligencia governamental é um fator determinante para esse empecilho na atualidade. Acerca disso, é visível que os governantes responsáveis pela organização e distribuição dos recursos públicas não são eficazes, pois não há o monitoramento das escolas e dos alimentos fornecidos, demostrando menor preocupação com a alimentação infantil. Nessa perspectiva, segundo Emile Durkheim, a sociedade é como um organismo vivo, com partes que interagem entre si para uma boa ação; contudo, o pensamento Durkheimiano é ignorado na modernidade, visto que as medidas não são feitas corretamente. Assim, repara-se a relevância em mudar essa realidade.
Logo, é notável que a desigualdade socioeconômica, além do descaso governamental são empecilhos que devem ser atenuados. Para isso, o Ministério da educação, em parceria com as escolas, deve elaborar um projeto que sinalize quais regiões mais precárias para o desenvolvimento de políticas públicas que se relacionem com o caso da desnutrição infantil, sob a orientação de nutricionistas e profissionais que contribuam para diminuir esse problema. Outrossim, o Ministério da Saúde, em conjunto com o Programa Nacional de Alimentação, deve criar medidas que fechem as lacunas do problema, com a criação de campanhas que tragam a informação sobre uma alimentação de qualidade, além de haver mais fiscalização na distribuição desses recursos, com monitoramento de escolas e prefeituras, para que haja a manutenção ativa no combate as irregularidades.