A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 28/07/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, caracterizada pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa no atual cenário brasileiro é o oposto do ideal difundido pelo autor, uma vez que a rede pública de ensino não proporciona uma boa alimentação aos estudantes. Essa realidade é fruto da omissão governamental e da passividade social.

Sob esse viés, de acordo com Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar social. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, visto que o governo investe de maneira infíma nas instituições públicas de ensino. Isso pode ser percebido ao analisar o fato de que a maioria desses espaços não tem a infraestrutura necessária para produzir e armazenar alimentos, como fogão e geladeira, o que pode comprometer essa fonte nutricional dos estudantes. Além disso, poucas escolas contam com a presença de um nutricionista, profissional que poderia montar cardápios favoráveis à saúde dos alunos. Dessa forma, esses jovens, devido à má alimentação, podem desenvolver doenças, como a diabetes.

Ademais, outro fator a salientar é o comportamento da sociedade. Nessa conjuntura, vale afirmar que muitas pessoas, em razão da falta de divulgação desse problema, não têm conhecimento da importância de bons hábitos alimentares na saúde humana, principalmente durante a infância. Somado a isso, tem-se o desconhecimento de muitos indivíduos sobre a má alimentação nas escolas públicas. Assim, o povo não cobra, das autoridades, melhorias nesse aspecto, uma vez que, conforme afirma o escritor Oscar Wilde, a insatisfação é necessária para o progresso de um país.

Verifica-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para mitigar a problemática. Desse modo, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, deve realizar projetos que forneçam uma boa alimentação aos estudantes da rede pública de ensino. Tal ação deve ser feita por intermédio de uma maior destinação de verbas para a infraestrutura de produção e armazenamento de alimentos, bem como para a admissão de nutricionistas. Assim, espera-se que os estudantes das escolas públicas consigam os nutrientes necessários para uma boa saúde. Além disso, o Estado também deve investir em propagandas que informem à sociedade sobre os benefícios de uma alimentação adequada e sobre esses projetos que visam melhorar a problemática. Dessa maneira, a realidade ficará mais próxima do ideal descrito por Thomas More.