A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 03/08/2020
As necessidades básicas são fundamentais para o autodesenvolvimento. Para o psicólogo americano Abraham Maslow, sem a garantia das necessidades básicas, como uma alimentação saudável, o desenvolvimento pessoal torna-se inviável. Nesse sentido, é válido considerar o papel da alimentação na rede pública de ensino, que, apesar de deficitária, devido o desvio de verbas públicas, o que aumenta o quadro de vulnerabilidade social, apresenta-se como um ambiente propício à formação de hábitos alimentares saudáveis.
A princípio, é válido considerar que o descaso dos governantes com tal problemática é evidenciado no desvio de verba pública à alimentação escolar. Segundo o jornal G1, alunos de 30 escolas públicas de São Paulo recebem como merenda apenas biscoito de água e sal e leite, o que não condiz com as verbas destinadas para a merenda escolar pelo FNAE, Programa Nacional de Alimentação Escolar, as quais aumentam em 20 %. Tal cenário evidencia o desvio de dinheiro público, o que promove, ainda mais, a vulnerabilidade social da população de baixa renda.
Além disso, convém ressaltar a importância de uma educação alimentar na escola. De acordo com a Universidade de Ohio, nos EUA, a criança que não é bem alimentada tem o aprendizado prejudicado e, portanto, baixa performance escolar. Nesse sentido, a oferta de uma dieta balanceada e adequada para o melhor desenvolvimento nos estudos faz-se necessária. Desse modo, ao ser inseridos em bons hábitos alimentares nas instituições de ensino, os alunos aprendem tal rotina de autocuidado, o que favorecem a qualidade dos estudos e da sua nutrição.
Torna-se evidente, portanto, a importância desse direito básico. Sendo assim, cabe ao Poder Judiciário, através de investigações incisivas e delações premiadas, promover mandatos de prisão aos parlamentares que participarem de esquemas de desvios na verba da merenda escolar, visando uma melhor qualidade dessa. Dessarte, as instituições educadoras, responsáveis por estimularem o pensamento crítico da população, devem fortalecer a capacidade de julgamento e posicionamento racional sobre a importância da educação alimentar. Isso pode ser feito por meio de palestras com profissionais especializados, como nutricionistas e médicos, com o objetivo de promover a saúde e qualidade de vida desde a idade escolar.