A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 04/08/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que falta alimentação de qualidade nas escolas públicas, afetando principalmente os mais pobres, apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto dos desvios de verba, quanto do tratamento indiferente com a alimentação dos alunos.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a subsistência nutricional em ambientes pedagógicos é desmazelada por fruto dos desvios de renda. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Percebe-se, ainda, que acontece, em muitas ocasiões, o oposto do dito pelo pensador, pois alguns governantes usam dinheiro dos cidadãos, que deveriam ser usados com os mesmos, e usurpam desse para rendimentos pessoais. Desse modo, faz-se necessário a reformulação dessa postura estatal de modo urgente.

Ademais, sabe-se que a educação é o principal fator no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, sabe-se que decorrente do supracitado, alimentos mal feitos, atraso na entregas, manuseio em ambientes irregulares, merendas escassas, entre outros problemas são comuns. E grande parcela dos acadêmicos não consomem as iguarias alimentícias. Diante disso, funções cognitivas, por exemplo, são comprometidas perante aos estudos.

Com isso, medidas exequíveis são necessárias para conter a problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar o desfeito com a alimentação nas escolas públicas, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido num reajuste nos mecanismos logísticos que regem o Programa Nacional de Alimentação, por meio de trâmites legais. De forma a aprimorar a qualidade dos insumos direcionados às instituições escolares, para aumentar o consumo e a democratização das merendas no ambiente escolar. Dessa forma, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.