A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 19/08/2020

Na obra “A cidade do Sol”, do escritor e filósofo Tommaso Campanella, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a alimentação na rede pública de ensino apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de Campanella. Diante disso, cabe analisar tanto a ineficiência estadual ao distribuir os alimentos quanto a falta de acompanhamento médico como fatores desse contexto, a fim de revertê-los.

Nessa perspectiva, é fulcral pontuar que a má distribuição de alimentos deriva da baixa ação governamental, no que concerne à criação de mecanismo que coíbam tais recorrências. À vista disso, Segundo o pensador Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Não há como negar, portanto, que esse direito não é verificado no país devido à baixa atuação das autoridades, no que tange à geração de meios que asseguram o acesso ao alimento em instituições de ensino gratuito. Dessa maneira, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar que a carência de alimentos saldáveis implicará na formação e no desenvolvimento do indivíduo. À luz dessa ideia, de acordo com o jornalista irlandês George Bernard Shaw, o progresso é impossível sem mudança. Nesse sentido, para que aconteça modificações nesse quadro deletério, é necessário que haja planos de contratação de profissionais da área de saúde, com o intuito de melhorar as refeições estudantis e garantir a formação completa do indivíduo.

Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Logo, cabe ao governo, entidade máxima do poder, abrir processos de seleção contratual de atuantes em medicina nutricional e incentivar estudos voltados para melhoria da divisão de alimentos. Tais ações devem ser executadas por meio do Ministério da Educação com estímulos fiscais que ajudarão na conclusão desse plano federal, com a finalidade de diminuir a falta de comestíveis nas entidades públicas. Com tais medidas, espera-se que a utopia do literato seja assimilada.