A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 20/08/2020

O Brasil possui o programa PNAE( programa nacional de alimentação escolar), que garante a todos estudantes alimentação de qualidade. Esse projeto é referência para ONU, neste seguimento. Porém, todo esse sucesso e teórica eficiência não é desempenhado na sua totalidade por questões ligadas a desvio de verbas e má gestão pública. Tais fatos, aliados à Revolução Verde e a privação alimentar, levam à discussão acerca da alimentação na rede pública de ensino.

Primeiramente, deve-se destacar a Revolução Verde, a qual revolucionou as técnicas agrícolas com o uso de transgênicos, agrotóxicos etc. Barateando os alimentos ultraprocessados (ricos em gorduras e açúcar), consequentemente , encarecendo os orgânicos, fazendo aqueles serem os escolhidos pelos gestores públicos, pela má gestão e pequeno orçamento. Acarretando  no futuro, crianças obesas e\ou subnutridas, gerando grandes gastos com o SUS e outros órgãos públicos, devido ás enfermidades que o consumo destes causam.

Ademais, há de se discutir sobre a questão socioeconômica no país, extremamente desigual, por conseguinte, a fome é uma das maiores adversidades. Dados obtidos pela FNDE(fundo nacional de desenvolvimento da educação), revelam que 15% dos alunos só se alimentam na escola, tal precariedade dificulta a aprendizagem. Haja vista, os nutrientes principais utilizados pelo cérebro para o aprendizado são: vitaminas C e A, Ferro, Magnésio, os três últimos obtidos pela ingestão do  feijão, consumidos apenas uma vez por dias por estes.

Portanto, um programa eficiente, mal gerido, acarreta em problemas em diversas esferas da sociedade. Soma-se a isso, a Revolução Verde e a privação alimentar, levando a discussão sobre  a alimentação na rede pública. O Governo Federal, junto às rede pública de educação poderiam formar hortas nas escolas, voltadas e cultivadas pelos alunos e a comunidade, incentivando o consumo destes. A fim de reduzir os malefícios causados pelos ultraprocessados, levando a evolução plena.