A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 27/08/2020

No Brasil, segundo o Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional da América Latina e Caribe de 2018 realizado pela ONU, a desnutrição alcançou cerca de 5 milhões de brasileiros entre 2015 e 2017. Logo, os estudantes da rede pública encontram na escola uma forma de se alimentar. Por isso, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), administrado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, é fundamental para nutrição de milhares de brasileiros que possuem apenas a refeição diária que a escola fornece. No entanto, existem problemas que circundam a refeição escolar como o desvio de verba, má infraestrutura de armazenamento e até a falta de equipamentos para a cozinha.

Em primeiro lugar, a ineficiência de algumas instituições de ensino para o armazenamento e a falta de material para o preparo dos alimentos, deixam muitos jovens sem sua única refeição. Isso ainda prejudica no acompanhamento nutricional que o PNAE desenvolveu, afim de ajudar na educação alimentar das crianças. O que favorece para o crescimento de uma nutrição precária, decorrente da má alimentação.

Ressalta-se, ademais, que o desvio de verba da merenda escolar também agrava o problema de desnutrição. Segundo a Polícia Federal, alunos de 30 município paulistas estavam ingerindo comida de qualidade inferior, porquê um quartel de empresas atuaram desviando verbas, voltadas para o alimento dos colégios da rede pública. O que fez, muitas escolas acabarem servindo bolacha e leite diluído na água para os alunos e outras tiveram que proibir que repetissem a refeição.

Compreende-se, por tanto, a relevância de manter uma boa alimentação na rede pública de ensino. Portanto, é importante que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação aumente a fiscalização sobre como a escolas utilizam o dinheiro da merenda, afim de evitar seu desvio. Ainda vale ressaltar, que se faz necessário melhorar a infraestrutura de armazenamento e até fornecer equipamentos para o preparo dos alimentos, isso deve ser realizado pelas prefeituras das cidades com o auxílio do governo, para que então a boa alimentação alcance toda juventude brasileira.