A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 23/09/2020

A Constituição Federal de 1988 assegura a todos os cidadãos, como direitos básicos, alimentação e saúde. Com isso, uma tentativa de alcançar esse objetivo é oferecer refeições de qualidade nas escolas públicas, para assim, atender os alunos que não tem o que comer em casa. Porém, essa não pode ser a única alternativa de sobrevivência, já que ela atinge somente o indivíduo e não a família por completo. Sendo assim, a dependência exclusiva da rede pública para alimentação é bem problemática, ademais, é importante ter controle da qualidade das refeições para que elas ocorram de forma saudável. Dessa forma, fica clara a relevância desse tema e a essa situação cabe uma análise.

Antes de tudo, vale salientar que a oferta de refeições nas escolas públicas do Brasil é de suma importância para a parte da população que depende exclusivamente disso. Entretanto, dessa maneira, somente alguns elementos da família são atingidos por esse benefício. E também, com algum contratempo, é inevitável o comprometimento da alimentação de muitos indivíduos. Exemplo disso, aconteceu durante a pandemia do coronavírus, em 2020. Nesse momento, com a suspensão das aulas, muitos alunos ficaram sem ter o que comer. Isso foi comprovado nas reportagens dos telejornais, como RJ TV, da Rede Globo, que mostraram a repercussão da quarentena na alimentação dos estudantes.

Além disso, é necessário que haja um controle da qualidade dos alimentos que estão sendo consumidos pela população, para que não haja prejuízo na saúde dos brasileiros. Conforme dados obtidos pela Pesquisa Nacional da Saúde Escolar - Pense 2015, 30% dos estudantes do nono ano do ensino fundamental consomem alimentos ultraprocessados salgados. Esses maus hábitos alimentares promovem prejuízo na saúde dos brasileiros. E a escola pode ter um papel bem importante na educação alimentar e nutricional dos alunos, gerando um impacto além da sala de aula.

Portanto, é notória a importância das escolas na promoção, não só de alimentação, mas também, de saúde dos jovens. Mas infelizmente, muitas vezes isso não acontece de maneira satisfatória. Logo, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde promoverem um programa que ofereça alimentação de qualidade aos indivíduos em idade escolar e sua família. Isso poderá se dar por meio de um projeto que leve aulas de culinária às escolas com profissionais capacitados que elaborem uma dieta balanceada nessas refeições que serão servidas e que se estenda além do período letivo. Ainda, devem ser montados quites com esses alimentos para que os alunos levem para ser preparados em suas casas, conquistando assim, alimento de qualidade e, por consequência,  saúde para suas famílias. Desse modo, será possível amenizar os problemas da alimentação na rede pública de ensino.