A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 11/09/2020

Em 1954, Getúlio Vargas em seu governo, juntamente com o Ministério da Educação (MEC), criou o programa nacional de alimentação escolar (PNAE). Vale ressaltar que o projeto tem objetivo de garantir as necessidades alimentares no âmbito escolar e vigora até os dias atuais, demonstrando sua eficiência. Dessa forma, observa-se a importância da alimentação na rede pública de ensino, uma vez que reflete diretamente na aprendizagem dos alunos.

Primeiramente, de acordo com a Constituição Federal de 1988 em seu artigo 6,1 é direito da população obter uma alimentação adequada. Porém, o Brasil se encontra entre os países em que a fome é majoritariamente presente,cerca de 7% são afetados, segundo pesquisas do Banco Mundial. Logo, percebe-se que grande parte das crianças brasileiras contam com alimento, o qual provém da escola, já que em casa, infelizmente, não possuem condição de se alimentarem corretamente.

Em segundo lugar, conforme análises de especialistas da área da saúde, é necessário que haja uma refeição equilibrada, a qual forneça energia e sustento para estudar. Em vista disso, posto que, segundo estudos realizados, o metabolismo infantil é 25% maior do que o de uma pessoa adulta há a necessidade de uma dieta baseada em alimentos nutritivos. Sendo assim, a falha presente na alimentação prejudica a educação e não cumpre com o direito preestabelecido na CF.

Portanto, propõe-se que o Estado, juntamente com ONGs, amplie o fornecimento de alimento para as famílias que possuem membros, os quais estudam na rede pública. Ademais, esta ação pode ser realizada por meio de verbas reservadas à necessidade da população ou por intermédio de  investimentos privados. Mais precisamente, o governo irá enviar refeições aos alunos durante os fins de semana, visto que durante este momento a comida não é presente. Dessa maneira, será possível minimizar o impacto da fome na vida das crianças e melhorar a qualidade de vital e o rendimento escolar.