A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 16/09/2020
De acordo com a lei de Newton, um corpo tenderá a seguir uma mesma direção até que uma força contrária atue sobre ele. Sob respectivo viés, o problema da má alimentação nas escolas de rede pública brasileira aparenta convergir ao pensamento do físico, tendo em vista tanto os investimentos insuficientes nos produtos alimentícios, quanto a qualidade destes. Desse modo, convém analisar os entraves que compõem tal problemática, a fim de a tolher.
A priori, é imperioso pontuar que uma alimentação saudável vislumbra extrema importância no que tange ao aprendizado de qualidade, uma vez que possibilita melhor comunicação entre os neurônios. Porém, no Brasil, o cálculo dos valores direcionados a compra e distribuição de comida nas escolas cristaliza certa distância entre diversas crianças e sua compreensão dos conteúdos, haja vista que o valor estabelecido pra o Programa Nacional de Alimentação Estudantil (PNAE) tem uma quantia estabelecida e fevereiro e passa ser a mesma ao longo do ano, o que desconsidera inflações. Nesse contexto, faltam alimentos e a distribuição democrática passa a ser uma utopia para os infantes e adolescentes.
Sob outro ângulo, é imperioso ressaltar que, em consequência do fator supracitado, diversas vezes, são comprados os ultraprocessados, como exemplo dessa conjuntura o suco em pó, ora devido à melhor durabilidade, ora aos preços mais baixos. Assim, a estiolada fiscalização, feita por profissionais nutricionistas, potencializa certo mecanismo fomentador do cenário desabonador da subnutrição, somada à defasagem educacional dos discentes. Logo, é substancial a alteração desse quadro de forma urgente.
Depreende-se, portanto, que a má nutrição nas escolas públicas brasileiras decorre da má direção de verbas e, em alguns casos, da baixa qualidade de alimentos fornecidos aos alunos e necessita de medidas que aproximem os desafios de suas possíveis soluções. Para tanto, esforços sinérgicos do Tribunal de Contas da União, juntamente com o Ministério da Educação devem fornecer refeições mais nutritivas, por meio da reformulação da base de cálculo usado no PNAE, a qual seja reajustada mês a mês conforme a inflação. Essa ação deve objetivar o melhor desempenho cognitivo e funcional do corpo dos estudantes, sobretudo os de origem mais carente. Além disso o MEC deve promover fiscalizações periódicas a respeito da qualidade do que é fornecido, para que não haja presença de ultraprocessados. Dessa forma, o corpo estudantil poderá ter forças, as quais o possibilitem uma direção mais saudável.