A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 23/09/2020

Criado em 19854, pelo Ministério da educação, na fase final do governo de Getúlio Vargas, o Programa Nacional da Alimentação Escolar(PNAE) visa garantir uma merenda escolar saudável e de qualidade. Entretanto, contrariando os objetivos do PNAE, o Brasil contemporâneo encontra como empecilho os fatores que impedem o plano de proporcionar uma alimentação apropriada na rede pública de ensino. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude do desvio de verba pública e da péssima infraestrutura das cozinhas escolares. Em primeiro lugar, o extravio da renda publica se destaca como um dos principais motivos para desprimorosa alimentação servida em muitas escolas. Sobre isso, na charge “Mérito da merenda” do famoso site Charges.com, é satirizada de forma tragicômica, a triste realidade de uma criança reclamando de seu prato no horário de almoço em sua escola, por outro lado, também é retratada a filha de um político em um restaurante francês, agradecendo seu alimento, e de forma irônica seu pai pede para ela agradecer ao programa de merenda escolar. Nesse sentido, assim como retratado na mídia, tal ação reflete diretamente na alimentação oferecida nos colégios, uma vez que, a falta de verba traz consigo problemas como, o atraso de entrega, a falta de alimentos e má qualidade deles. Nessa óptica–para a mitigação do empasse–a primeira coisa a se fazer e acabar com o desvio de verba, pois, ele se apresenta como o fio condutor para os outros problemas encontrados na questão em debate, mas infelizmente esse processo é longo e demanda tempo. Ademais, também cabe ressalta a má estrutura dos espaços destinados para cozinhar nas escolas, fator que contribui para a irresolução da problemática.De acordo com dados do Tesouro Nacional, atualmente o investimento em infraestrutura comunitária é baixo e configura-se como o menor em 10 anos. Sob essa perspectiva, a produção dos alimentos distribuídos nas instituições de ensino é extremamente prejudicada pela qualidade dos materiais disponibilizados, fator que impede os funcionários de realizar os métodos indicados pelos nutricionistas ou até mesmo não consegui fazer as comidas básicas,por exemplo, arroz e feijão. Por consequência, as crianças e adolescentes que dependem da refeição escolar são vítimas do sistema precário que se perpetua no país — tendo em vista que o agravante em questão está localizado primordialmente em áreas carentes — onde o poder publico não atua de forma eficiente. Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Urge que o MEC, em parceria com empresas privadas, por meio da criação de um canal para doações–que será aberto para que a grande massa ajude– desenvolva um novo programa que possibilite a distribuição de equipamento para escolas em regiões desfavorecidas , além disso, no mesmo projeto também será implementado o acompanhamento de agentes sociais para os estudantes que dependem da alimentação escolar. Desse modo, haverá uma grande melhora na qualidade da refeição nas escolas e o direito universal da alimentação será garantido. Somente assim, serão menos presenciados casos como o da criança apresentada na charge “Mérito da merenda”.