A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 20/09/2020

“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase da escritora Hannah Arendt trata da importância de os direitos serem mantidos na sociedade. Entretanto, no que concerne ao tema da alimentação na rede pública de ensino, percebe-se que o Estado enfrenta grandes desafios para a manutenção desse direito. Sendo assim, é crucial debater que o tema espelha não só o silenciamento do impasse, como também a perda de direitos Constitucionais já conquistados.

Convém ressaltar, a princípio, que o principal empecilho para a resolução do problema é a falta de debate. Sob essa perspectiva, o filósofo Foucault defende que, na sociedade pós moderna, alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Nesse sentido, verifica-se que se a questão da precária alimentação escolar não for amplamente discutida e problematizada, muitos  nunca irão entender a real importância desse direito para a formação dos alunos, contribuindo para a perpetuação do impasse e a manutenção dessa injustiça nas escolas.

Ademais, é necessário abordar que esse problema esbarra na perda de direitos já conquistados. Sob esse viés, é válido lembrar que a elaboração da Constituição Federal de 1988 foi baseada no sonho de garantir a plena educação de todos os brasileiros. No entanto, é notório que o Poder Público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor desse direito, visto que a precária condição das merendas escolares configura uma violação do direito à educação, configurando até como violência alimentar, de acordo com a Chef de cozinha Paola Carocella. Portanto, nota-se não só um irrespeito colossal com os estudantes, mas também a deturpação da própria Constituição que rege o país.

Isto posto, com a finalidade de debater amplamente o tema e fazer valer as leis da nação, urge que as ONGs, em parceria com as grandes mídias, faça campanhas informativas, por meio de  canais de televisão e internet. Para tal, é preciso dados e a participação de pessoas influentes no assunto como o caso da Chef Paola Carocella, com o intuito de mostrar a real gravidade do impasse para a população, assim essas poderão pressionar o Poder Público a mudar sua postura frente a alimentação escolar. Somente assim, a máxima de Hannah Arendt se concretizará.

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