A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 07/11/2020
De acordo com o músico Chico Buarque, as pessoas temem as mudanças, entretanto, é preciso ter medo de que as coisas não mudem. Sob essa lógica, vê-se necessidade de transformação quando se observa a alimentação na rede pública de ensino. Diante disso, cabe analisar tanto a importância da educação nutricional frente aos maus hábitos quanto o desvio de dinheiro dos cofres públicos como fatores desse cenário, a fim de reformá-lo.
Nessa perspectiva, convém pontuar a grande relevância do conhecimento acerca da alimentação equilibrada para o desenvolvimento do indivíduo. Nesse contexto, a Organização Mundial da Saúde diz que saúde é estado de completo bem-estar físico, mental e social. Desse modo, tendo em vista os péssimos hábitos alimentares na contemporaneidade, o ensino sobre as necessidades nutricionais humanas tem papel imprescindível dentro dos currículos escolares, em especial os do complexo público.
Outrossim, vale salientar o extravio fraudulento das arrecadações públicas destinadas à merenda escolar, resultado da ampla rede de corrupção existente no Brasil. À luz dessa ideia, o filósofo Zygmunt Bauman acerta ao dizer que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Não há como negar, portanto, que o roubo efetuado por líderes sociais egoístas desencadeia crises nos sistemas populares, em destaque a carência de recursos suficientes para garantir refeições nutricionalmente adequadas nas escolas.
Urgem, pois, intervenções pontuais para sanar essa problemática. Logo, a escola, ligada à construção e o reconhecimento de saberes, deve propor programas educativos acerca dos hábitos alimentares saudáveis destinados à pais e alunos. Tal ação pode ser realizada por meio de palestras e oficinas direcionadas diferentemente ao ensino básico, fundamental e médio, com a finalidade de desenvolver, ao longo da juventude, escolhas nutritivas adequadas. Com tais medidas, espera-se que o pensamento de Buarque seja assimilado.