A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 28/10/2020
O ato de se alimentar é algo assaz fundamental para o ser humano e sua realização por cada indivíduo deve ser assegurada pelo Estado. Porém, hodiernamente, alguns fatores impedem uma parcela de brasileiros de executarem essa ação (caso de insegurança alimentar) ou de a fazerem bem (caso de má alimentação por negligência). As escolas públicas, como braço importante do governo, devem atuar para a atenuação dessa problemática.
Em uma primeira análise, cabe ressaltar a função ampla que possuem as instituições de ensino, além de promover a educação, fomentam sobremaneira o desenvolvimento pessoal, das capacidades física e artística. Tendo isso em vista, a alimentação adequada às necessidades do corpo é um potencializador da evolução nos aspectos supracitados, uma vez que é sabida a importância da nutrição balanceada para desenvolver-se psicocognitivamente. Para por em prática essa oferta dos nutrientes necessários, as escolas precisam ter ao menos um profissional para o planejamento dos cardápios, e de estoque alimentício variado. No entanto, o que ocorre amiúde é a falta de opções no momento do preparo das refeições para as crianças e os adolescentes.
Por outro lado, a escola tem um papel compensatório das escolhas ruins e das más condições sociais de muitas famílias, no que concerne à alimentação. Para ilustrar esses fenômenos, pode-se citar uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), datada de 2017/2018, a qual aponta que 1 em cada 3 brasileiros sofre de privação de comida, em algum grau, o que ocorre devido a sua realidade socioeconômica desfavorável; e, também, um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) de 2016, onde é possível verificar que 100% dos entrevistados ingeriam diariamente vitamina E e cálcio em quantidade abaixo da recomendada.
Diante do exposto, faz-se mister que os governos estaduais, por meio de suas secretarias da educação, realizem parceria com feirantes locais para a compra de grãos, produtos de hortifrúti e carnes, a serem remetidos aos estabelecimentos da rede pública de ensino, em troca de desconto nos impostos cobrados para exercerem suas atividades. Assim, reduzir-se-á o problema da escassez de alimentos nas dispensas escolares. Ademais, a mídia pode contribuir inserindo com mais frequência em sua pauta o tema da ingestão equilibrada dos nutrientes como algo importante nas nossas vidas, sem, contudo, deixar se influenciar pelos interesses da indústria alimentícia. Parafraseado profissionais da classe odontológica, a educação começa pela boca.