A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 04/11/2020
Na série “The Handmaid´s tail”, enquanto a população desfavorecida carece de alimentos, os cidadãos do alto escalão do autoritário país de Gillead possuem a melhor qualidade nutricional do mundo. Fora de ficção, é indubitável que a realidade escolar brasileira é similar, visto que os alunos de ensino público são submetidos a uma péssima condição esculenta. Com isso, faz-se necessário discutir acerca dessa problemática, com enfase na negligência Estatal e na eficiência do aprendizado.
Em primeiro plano, o Brasil é um país com enorme disparidade socioeconômica, o qual, segundo site G1, 51 milhões de pessoas estão em situação de pobreza. Nesse sentido, é indispensável a responsabilidade Estatal para suprir as necessidades alimentícias do corpo discente das escolas públicas. Paralelamente a isso, a Constituição de 1988 assegura aos cidadãos o acesso igualitário a uma boa nutrição. No entanto, a prática deturpa a teoria, uma vez que a parcela afetada não recebe, de maneira eficiente, os mantimentos garantidos por lei. Assim, em virtude da negligência estatal, essa parte populacional encontra-se desamparada.
Ademais, uma nutrição adequada é extremamente essencial a um bom aprendizado, pois o corpo humano precisa de energia para exercer suas funções. De forma análoga, Nelson Mandela dizia que a educação é a maior arma para mudar o mundo. Sob esse viés, as redes de ensino público devem fornecer as refeições diárias aos alunos a fim de potencializar a qualidade dos estudos. Desse modo, garantir uma boa alimentação é fundamental para o desenvolvimento do país, já que tal fator colabora com a aprimoração do conhecimento.
É possível dizer, portanto, que a alimentação do ensino público carece de atenção. Assim, o Ministério da Educação - responsável por organizar o sistema educacional do país-, unido ao Ministério da Saúde, deve fornecer ao menos duas refeições nas instituições, por meio de verbas governamentais, a fim de promover uma melhora no ensino. Além disso, diferentemente do país de Gillead, haverá acesso igualitário de comida.