A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 06/11/2020
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA, a criança não é responsabilidade apenas da família, mas também, da sociedade e do estado. Conquanto, escolas da rede pública apresentam falta de alimento para refeições oferecidas aos alunos. Nesse contexto, não há dúvidas de que a alimentação na rede pública de ensino é um desafio contemporâneo, não só devido a má influência midiática, mas também, a ineficiência do estado.
Em primeiro plano, a má influência midiática mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser revestido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia (maior meio de influência do século XXI) em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, induz na consolidação do problema.
Salienta-se ainda, em segundo plano, a ineficiência do estado como grande impulsionador desse cenário. No entanto, ocupando a 9° posição da economia mundial, imagina-se que o país possua estrutura financeira para arcar com a responsabilidade que o ECA cita. Todavia, crianças/adolescentes que vivem em extrema pobreza alimentam-se apenas na escola, onde se é oferecido. Desse modo, parafraseando Thomas Hobbes, sociólogo contratualista, cabe ao estado fornecer medidas que garantam o bem-estar coletivo.
Dado ao exposto, fica claro que medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de professores e diretores da rede pública, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a alimentação na rede pública de ensino. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram/vivenciam esse problema. É possível também, criar uma “Hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Pressupõe-se assim, que a sociedade ficará ciente da sua responsabilidade com estes indivíduos.