A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 26/11/2020

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a alimentação na rede pública de ensino apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de palestras educativas, quanto da ausência de investimentos governamentais. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro plano, é importante pontuar que a ausência de campanhas educativas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não acontece no país. Devido à falta de atuação das autoridades, que não promovem às pessoas aulas sobre educação alimentar e isso afeta negativamente a população. Um exemplo disso é que, de acordo com a nutricionista Vanessa Monfre, a educação nutricional é de extrema importância na fase escolar, pois no Brasil a fome cresce junto com a obesidade, ela ainda afirma que, os alimentos que fazem mal para saúde estão sendo mais procurados pelos jovens na fase escolar. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a negligência governamental que funciona como promotor do problema. Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que consolidou o direito de viver livre da fome, mas infelizmente esse direito estar bem distante da realidade, pois a alimentação nas redes de ensinos públicos é bem precária, partindo desse pressuposto, isto acontece porque o Governo não investe em melhoria do fato citado. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a escassez do agente exposto, contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os desafios sobre o impasse mencionado, necessita-se de forma urgente que o Tribunal das Contas da União, direcione Capital que, por intermédio do Ministério da Educação (MEC) será revertido em aulas educativas , por meio de palestras inseridas na sociedade, as aulas devem ser debatidas por professores e psicólogos que ensinem de forma clara sobre como a alimentação apropriada é fundamental, e que estimulem os jovens a praticarem atividades físicas, é importante também que o Governo invista na qualidade das merendas, contratando nutricionistas para garantir aos alunos as necessidades nutricionais diárias. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo o impacto nocivo sobre a alimentação nas escolas, e a coletividade alcançará a Utopia de More.