A alimentação na rede pública de ensino

Enviada em 08/12/2020

O ECA afirma o direito de acesso à alimentação a crianças e adolescentes nos ambientes escolares, entretanto é notável que esse acesso não é de fato assegurado no país. É preciso, portanto, concentrar-se nessa questão educacional e alimentar. Diante disso, a insuficiência estrutural e o costume consuetudinário obsoleto sobre essa problemática impedem que haja uma nutrição escolar eficiente no território nacional.

Convém ressaltar, a priori, que o problema advém da incapacidade estrutural do Estado brasileiro. Dessa forma, a inaptidão dos profissionais responsáveis pelos contratos e pela renda destinada a nutrição no ambiente escolar faz com que não ocorram acordos interessantes e vantajosos com os fornecedores e produtores, o que diminui e atrapalha o repasse de alimentos às instituições de ensino. Somado a isso há a falta de estrutura para suporte e armazenamento desses alimentos o que fica evidente na ausência de geladeiras, fogões e dispensas. Desse modo, esse aspecto insuficiente deve ser alterado na pátria.

Ademais, o capital cultural retrógrado que gera essa incógnita deve ser combatido na sociedade. Nesse sentido, a linha de pensamento alienante e de inconsciência que faz com que a população não se organize e não busque seus direitos é um estado de apatia e desinteresse que segundo Kant, pai do criticismo, é antiético e inapropriado por não ter o bem comum como fim e não inspirar atitudes que façam o bem geral. Nesse contexto, esse quadro de inconsciência deve ser transformado na nação.

Em suma, esse cenário deve ser superado. Assim, o Poder Executivo deve concentrar esforços e capital para investir na contratação de profissionais eficientes e especializados na administração econômica e no manejo de comida, para aumentar a verba destinada a educação e para equipar e instrumentalizar as creches, as escolas e os colégios, o que dará condições e estrutura para alimentar eficientemente os alunos e armazenar esses alimentos. Outrossim, cabe à mídia, às ONGs e ao sistema de educação conscientizar a população por meio de campanhas, palestras e propagandas socioeducativas sobre a importância da alimentação escolar e de se posicionar e se organizar enquanto sociedade, o que fará com que haja uma cobrança e fiscalização sobre o Estado, assegurando o direito de acesso à alimentação no ambiente escolar do país.