A alimentação na rede pública de ensino
Enviada em 31/12/2020
Segundo o Artigo 6º da Constitução Fedral, todos têm direito a uma alimentação equilibrada. No entanto, no Brasil do século XXI milhares de crianças e adolescentes não têm acesso a uma alimentação saudável e equilibrada na rede pública de ensino. Nesse viés, isso se deve principalmente ao descaso com o acompanhamento nutricional e do não incentivo à uma alimentação sadia. Em suma, o despreparo interfere na integridade do ensino público e dificulta uma formação cidadã.
Nessa perspectiva, muitas escolas não têm acompanhamento nutricional, o que interfere seriamente na educação pública. Nesse sentido, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 4 em cada 9 alunos do ensino público não tem acesso à uma alimentação escolar regulada e que supra as suas necessidades fisiológicas. Nessa lógica, por na maioria das vezes a merenda escolar ser a principal fonte alimentar de muitos alunos, quando ela não é devidamente preparada e acompanhada por um profissional, facilmente traz uma série de prejuízos à saúde do discente. Assim sendo, é importante proteger e melhorar a merenda escolar para salvaguardar a saúde dos alunos.
Além disso, faz-se mister salientar que o incentivo ao consumo de alimentos saudáveis também é muito importante para garantir uma boa alimentação e também uma formação íntegra. Nesse contexto, segundo o neuroeducador Jean Piaget, estimular uma criança a efetuar boas práticas desde cedo ajuda em sua formação cidadã e psicossocial. Seguindo esse pensamento, incentivar uma criança prematuramente, ou seja, na escola, a ter uma “alimentação verde” irá orientá-la a um estilo de vida benigno e consequentemente a manter sua integridade psicossocial. Logo, com o estímulo à alimentação saudável na própria merenda escolar a educação alcançará a sua plenitude e a saúde dos discentes será preservada.
Infere-se, portanto, que são necessárias medidas para garantir uma boa alimentação na rede pública de ensino. Dessa maneira, urge que o Executivo Municipal, responsável por garantir o bem-estar social, melhore a alimentação escolar, por meio da contratação de profissionais especializados no acompanhamento nutricional, para, assim, garantir uma maior atenção à dieta escolar e possibilitar um melhor ensino. Ademais, outra medida é a criação de campanhas públicas nas escolas, que visem estimular o consumo de alimentos saudáveis, expondo os seus benefícios. Com essas medidas, uma boa alimentação na rede pública de ensino será alcançada e o Artigo 6º cumprido.